FANDOM


ALERTA DE SPOILER: Detalhes do enredo a seguir. Aconselhamos atenção!
Rainha do Ar e da Escuridão
QoAaD cover 01
Informação
Autor(es)

Cassandra Clare

Data de
Lançamento
4 de Dezembro de 2018Eua-icone
Editora Simon & Schuster
(Margaret K. McElderry)Eua-icone
Galera Record Brasil-icone
Capa

Annabel Blackthorn

Série
Os Artifícios das Trevas
 1  2  3
Cronologia
Precedido por
Senhor das Sombras
Seguido por
Os Poderes Perversos
Ordem de Lançamento
Lançado depois de
Senhor das Sombras
Lançado antes de
Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (TEC)

Rainha do Ar e da Escuridão é o futuro terceiro e último livro da trilogia Os Artifícios das Trevas.

Descrição

E se a condenação for o preço do amor verdadeiro?

Sangue inocente foi derramado nas escadas do Salão do Conselho, a fortaleza sagrada dos Caçadores de Sombras. Após a morte de Livia Blackthorn, a Clave está à beira da guerra civil. Uma parte da família Blackthorn voa para Los Angeles, procurando descobrir a fonte da praga que está destruindo a raça dos feiticeiros. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas para colocar seu amor proibido de lado e realizar uma missão perigosa para Faerie a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que eles encontram nas Cortes é um segredo que pode destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho sombrio para um futuro que nunca poderiam ter imaginado.

Encontrando-se em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai os destrua e a todos a quem eles amam.[1]

Teasers

Informações conhecidas

  • Além dos personagens principais de TDA, Simon, Isabelle,[2][3] Jace,[4] Jem, Tessa, [5] Maia,[6][7], Lily[6] Cameron,[8], Max e Rafael,[9], Jaime e Diego,[10] e Ash[11] irão aparecer neste volume.
  • Pode não haver salto de tempo entre Senhor das Sombras e este livro; pode suceder exatamente onde SdS ​​parou.[12] O salto de tempo foi originalmente definido para cerca de uma semana.[13]
  • Este livro abordará como, depois de SdS, "o sofrimento muda as pessoas de uma maneira triste, transformadora, aprofundada e até positiva, como a morte não tem de ser um desperdício sem sentido - como você pode honrar a memória de alguém de uma maneira que muda a mundo", além de "partes engraçadas", "partes românticas felizes e fofas de amizade e partes nojentas, porque a vida é um mosaico de sentimentos e porque a perda não significa que você nunca vai rir novamente, e você pode valorizar aqueles bons momentos ainda mais do que você teria antes."[14]
  • O por quê das runas de Clary e Jace terem funcionado em Faerie será explicado.[15]
  • A arma que Clary e Jace estão procurando em Faerie será identificada.[16][6][17]
  • A questão dos sonhos de Clary será resolvida.[18]
  • Será explorado como a família Rosales se aproximou das fadas.[19]
  • O volume "irá para um novo lugar" que irá "compartilhar a história de Os Poderes Perversos."[20]
  • Será contado o que são os "Artifícios das Trevas".[21]
  • Serão vistos mais efeitos inesperados da maldição parabatai.[22] O vínculo vai funcionar estranhamente em uma parte do livro,[23] e também será revelado porque é realmente proibido e o que acontece quando a maldição é ativada.[24]
  • Algo significativo sobre Jem e Tessa será aprendido neste volume.[25][26]
  • O nome real de Kieran será revelado.[27]
  • Pelo menos mais um filho do Rei será apresentado.[6] Um deles é Oban, que é bastante importante.[28]
  • Um pouco do que Kieran era na Corte Unseelie antes de ser enviado para a Caçada Selvagem será mostrado.[28]
  • Church fornecerá uma pista importante.[6]
  • A razão mágica pela qual os outros convidados do casamento de Jem e Tessa, excluindo o casal e Magnus,[29] não se lembrarem do que aconteceu, podem ser revelados neste volume.[30][31][32]
  • Algo vai acontecer e mudar – algo que antes se acreditava ser uma parte permanente do mundo – no mundo dos Caçadores de Sombras.[33]
  • Uma "grande coisa" acontecerá no meio do livro, que "muda tudo o que acontece daqui para frente", e haverá uma "coisa realmente dolorosa no final".[33]
  • Um novo local, uma parte do Mundo das Sombras, será apresentado.[33]
  • A identidade da mãe de Kit pode ser revelada.[34][35][36]
  • Alec pode ser nomeado para ou ser oferecido com a posição de Cônsul.[37][38]
  • O volume explicará o que está acontecendo com os feiticeiros.[1][39]
  • A identidade de Shade será revelada.[40]
  • Como a família está lidando com a morte de Livvy será mostrado. Ty vai querer tentar ressuscitar Livvy.[41][42][43] Em uma cena, Emma, ainda sofrendo por Livvy, vai soluçar incontrolavelmente sobre algumas das roupas de Livvy, porque ela estava prestes a colocá-las na lavagem para ela antes de perceber que ela tinha ido embora.[44] Max e Rafael confortarão Tavvy.[9]
  • Haverá "mais ou menos" dois epílogos, um dos quais é definido/ainda faz parte de QoAaD e será quando a sequência de Uma Longa Conversa ocorre.[45]
  • Dru terá seu "momento badass" "de grandeza e coragem" no livro.[46]
  • Ty vai a um restaurante, encontra um rato neotoma, tosta marshmallows, come batatas fritas no café da manhã e encontra um feiticeiro que dança.[47]
  • Ty, Dru e Kit ficarão mais próximos. Um dos novos amigos de Dru em TWP estará em uma cena de multidão no livro.[48]

Trechos

Para mais trechos, vá para a página da série ou verifique a página de trechos não identificados.

Teaser #1

Mark bateu, e Simon Lewis, atormentado, abriu a porta.

Teaser #2

“Eu não consigo fazer isso.” Helen tentou manter sua voz estável, mas foi quase impossível. Ela esperava que a tensão ficasse coberta pelo som das ondas quebrando abaixo delas, mas Aline conhecia ela bem demais. Ela podia sentir que Helen estava triste, mesmo que ela tentava tanto não demonstrar.

“Baby,” Aline se aproximou, colocando os braços em torno de Helen, roçando os lábios nos dela suavemente. “Você pode. Você pode qualquer coisa.”

Helen relaxou nos braços da esposa dela. Quando ela conheceu Aline a primeira vez, ela pensou que a outra garota era mais alta que ela, mas percebeu um tempo depois que era o jeito que Aline se portava. A Consul, mãe dela, se portava do mesmo jeito e com o mesmo orgulho — não que alguma delas fosse arrogante, mas a palavra parecia um tom mais próximo do que Helen imaginava do que simples confiança. Ela lembrava o primeiro bilhete de amor que Aline tinha escrito para ela. As curvas dos seus lábios reescrevem a história. O mundo está diferente porque você é feita de marfim e ouro. Depois, ela descobriu que era uma frase de Oscar Wilde, e disse para Aline, sorrindo, Você tem muita coragem.

Aline tinha olhado para ela no mesmo instante. “Eu sei. Eu tenho.”

Elas duas tiveram, sempre, e isso colocava elas em um lugar bom. Mas isso —

“Isso é diferente,” Helen disse. “Eles não me querem aqui —”

“Eles querem você aqui.”

“Eles nem me conhecem,” Helen disse. “Isso é pior.”

Teaser #3

O medo percorreu para cima e para baixo nos braços de Emma, como arrepios. Desde que tinha doze anos, ela se sentia aterrorizada com o oceano: ela sempre acreditou que seus pais haviam morrido nas águas, puxados para baixo da superfície por algo que só Raziel sabia o que, sufocados na água do mar amargo. O aumento e o ruído das ondas, o veludo preto imaginado das profundezas do oceano, tinham preenchido seus pesadelos.

Mesmo quando descobriu que seus pais haviam sido assassinados em terra firme por Malcolm Fade, seus corpos jogados no mar depois da morte, o medo permaneceu. Ela aceitava isso agora, dava-lhe as boas-vindas. Ela podia sentir isso preenchendo os espaços vazios, os vazios deixados pelo sofrimento.

Ela olhou de volta para o mar. O turbilhão crescente abaixo, as ondas batendo como paredes azuis escuras contra agulhas de pedra, pareciam uma pintura de um turbilhão, uma fotografia de uma paisagem natural tirada de uma distância segura.

O vento gritou nos ouvidos de Emma como um aviso. Outra onda se atirou contra os penhascos, enviando uma explosão de spray. Emma sorriu sombriamente para o vento e sal, e pulou.

Teaser #4

Kit olhou ao redor, se perguntando se o crescente número de pessoas estava incomodando Ty. Ele odiava multidões. Magnus e Alec estavam de pé com seus filhos perto da Consulesa; eles estavam com uma bela garota de cabelos negros que tinha as sobrancelhas iguais as de Alec e um garoto – bem, ele provavelmente tinha vinte e poucos anos – com cabelos castanhos descuidados. O garoto deu a Kit um olhar pensativo que parecia dizer você parece familiar. Várias pessoas fizeram o mesmo. Kit adivinhou que era porque ele se parecia com Jace, se Jace tivesse sofrido uma súbita e inesperada redução muscular e perda geral de gostosura.

Teaser #5

Isabelle moveu sua cabeça, então se inclinou e tirou uma corrente de seu tornozelo. Ela esticou na direção de Emma. “Isso é ferro abençoado. Venenoso para fadas. Use ele e você pode dar um chute bem forte.”

“Obrigada.” Emma pegou a corrente e enrolou duas vezes em torno do tornozelo dela, apertando firmemente.

“Eu tenho alguma coisa de ferro?” Simon olhou em volta, então enfiou a mão em seu bolso e tirou de dentro uma pequena figura de metal de um arqueiro. “Esse é meu personagem em D&D, Lord Montgomery —”

“Ah, meu Deus,” disse Isabelle.

Teaser #6

Ele queria perguntar a Ty se ele estava bem, mas sabia que o outro garoto não iria querer. Ty estava olhando para o mercado, tenso com a curiosidade. Kit voltou-se para o phouka.

“Porteiro”, disse ele. “Solicitamos entrada no mercado das sombras.”

O olhar de Ty chamou a atenção. O phouka era alto, escuro e magro, com fios de bronze e ouro entrelaçados pelos longos cabelos. Ele usava calças roxas e sem sapatos. O poste que ele se apoiou estava entre duas barracas, bloqueando perfeitamente o caminho para o Mercado.

“Kit Rook”, disse o Phouka. “Que elogio é ser reconhecido por alguém que nos deixou para habitar entre os anjos.”

“Ele conhece você,” murmurou Ty.

“Todo mundo no Mercado das Sombras me conhece.” disse Kit, esperando que Ty estivesse impressionado.

O phouka apagou o cigarro. Ele soltou um cheiro fraco e doce de ervas carbonizadas. “Senha.” disse ele.

“Eu não vou dizer isso.” disse Kit. “Você acha que é engraçado tentar fazer as pessoas dizerem isso.”

“Dizer o que? Qual é a senha?“, Ty quis saber.

O phouka sorriu. “Espere aqui, Kit Rook,” disse ele, e se misturou de volta às sombras do mercado.

“Ele vai conseguir o Hale.” disse Kit, tentando ocultar os sinais de nervosismo.

“Eles podem nos ver?” Disse Ty. Ele estava olhando para o Mercado das Sombras, onde grupos de seres do submundo, bruxas e outros membros variados do submundo mágico se moviam entre o tumulto. “Lá fora?”

Era como ficar de fora de uma sala iluminada no escuro, pensou Kit. E, embora Ty não pudesse se expressar dessa maneira, Kit suspeitou que ele sentiu o mesmo.

“Se pudessem, eles nunca se mostrariam.” disse ele.

Teaser #7

Emma tinha subido metade das escadas na direção do quarto de Cristina quando ela viu Mark, encostado contra a parede e parecendo abatido. “Dru não me deixa entrar para falar com ela,” ele disse. “Estou preocupado. Faz parte do jeito das fadas sofrer sozinho, mas não, pelo que eu sei, algo comum a Caçadores de Sombras.”

Emma hesitou. Ela estava para dizer que era algo característico de Dru se trancar em seu quarto sozinha, mas Dru parecia mais do que um pouco triste quando ela deixou a cozinha. “Continue tentando,” ela falou. “Algumas vezes você tem que bater por vinte minutos mais ou menos. Ou você pode se oferecer para assistir um filme de terror com ela.”

Mark parecia carrancudo. “Eu não acho que gostaria de um filme de terror.”

“Nunca se sabe.” Emma disse.

Ele voltou a subir as escadas e hesitou. “Eu estou preocupado com você e com Jules também,” ele disse, mais calado. “Eu não gosto do Inquisidor, ou da ideia de vocês serem questionados por ele. Ele me lembra do Rei Unseelie.”

Emma estava amedrontada. “Ele lembra?”

“Eles me dão a mesma sensação,” Mark disse. “Eu não consigo explicar, mas –” Uma porta se abriu no patamar acima: era a de Cristina. Ela saiu, olhando para baixo. “Emma? Eu me perguntei se você –”

Ela parou quando viu Mark, então ela e Mark encararam um ao outro de uma maneira que fez Emma sentir como se tivesse desaparecido completamente.

“Eu não queria interromper,” Cristina disse, mas ela ainda estava olhando para Mark, e ele estava olhando de volta como se seus olhares estivessem amarrados um ao outro.

Mark se sacudiu, como se estivesse se livrando de teias de aranha ou de sonhos. “Tudo bem – Eu tenho que ir falar com Drusilla.” Ele havia subido as escadas e ficou fora da vista, desaparecendo em torno da curva do corredor.

Cristina saiu do seu torpor e convidou Emma para entrar, e agora era como se o momento com Mark nunca tivesse acontecido, mesmo que Emma estivesse se controlando para não perguntar sobre isso. “Mark vai precisar de você,” ela disse novamente, e Cristina torceu as mãos em seu colo.

“Mark,” ela disse e então pausou. “Eu não sei o que Mark está pensando. Se ele está bravo comigo.”

“Porque ele estaria bravo com você?”

“Por causa de Kieran,” ela disse. “Eles não terminaram muito bem, e agora Kieran está na Scholomance, e longe, o que é algo que eu fiz.”

“Você não arruinou as coisas com o Kieran,” Emma protestou “Se fez algo, você ajudou a mantê-los juntos mais tempo. Lembra? – menáge de fadas?”

Cristina apoiou o rosto nas mãos. “mrfushfush” ela disse

“O quê?”

“Eu disse,” Cristina repetiu, levantando seu rosto, “que o Kieran me enviou uma carta.”

“Ele enviou? Como? Quando?”

“Essa manhã, em uma avelã.” Cristina passou o pequeno pedaço de papel para Emma “Isso não é muito humilhante.”

Dama das Rosas

Apesar de a Scholomance ser fria, e Diego ser entediante, eu ainda sou grato por teres visto valor em minha vida a ponto de salvá-la. Você é tão gentil quanto é bela. Meus pensamentos estão contigo.

Kieran

“Porque ele te mandou isso?” Emma entregou a carta de volta a Cristina, balançando a cabeça. “É estranho. Ele é tão estranho!”

“Eu acho que ele apenas quis me agradecer pelo plano de fuga,” Cristina protestou. “Só isso.”

“Fadas não gostam de agradecer as pessoas,” Disse Emma. “Isso é uma carta de amor.”

Cristina enrubesceu. “Isso é só o jeito que as fadas falam. Isso não significa nada.”

“Quando se trata de fadas,” Emma disse sombriamente. “Tudo significa algo.”

Teaser #8

A magia das fadas era silenciosa, Kit pensou. Não teve um barulho, um tumulto, uma luz enfeitiçada. Entre uma respiração e outra, Mark, Kieran e Cristina simplesmente desapareceram.

Teaser #9

“Você odiou o Mercado das Sombras em Londres,” Kit falou. “Realmente te incomodou. Os barulhos e a multidão —”

Ty olhou na direção de Kit. “Eu vou usar meus fones de ouvido. Vai ficar tudo bem.”

“… e eu não sei se devemos voltar assim tão cedo.” Kit acrescentou. “E se Helen e Aline suspeitarem?”

O olhar de Ty escureceu. “Julian me disse uma vez,” ele disse, “que quando as pessoas continuam achando motivos para não fazer algo, é porque eles não querem fazer. Você não quer fazer isso?”

A voz de Ty soou séria. O som da vibração novamente afiado com tensão. Por baixo da camiseta de algodão dele, seus ombros muito magros ficaram tensos também. A gola de sua camisa estava solta, a linha delicada da sua clavícula bem visível.

Kit sentiu uma forte ternura por Ty, misturada com um pouco de pânico. Em outras circunstancias, ele pensou, ele poderia ter mentido. Mas ele não podia mentir para Ty.

Teaser #10

Um fantasma, Kit pensou. Igual Jessamine. Ele olhou em volta curiosamente: certamente teria mais fantasmas por aqui, seus pés mortos não deixando traços na grama?

Mas ele apenas viu os Blackthorn, próximos um do outro, Emma e Cristina uma ao lado da outra e Julian com Tavvy em seus braços, conforme a fumaça subia e ficava em torno deles. Meio relutante ele voltou a olhar: o garoto novo com cabelos escuros se ajoelhou próximo da pira funerária de Robert Lightwood. Ele estava mais próximo das chamas que qualquer outro humano poderia chegar, e elas pareciam circundar através da linha do corpo dele, iluminando seus olhos com lágrimas ardentes.

Parabatai, Kit pensou, de repente. No jeito dos ombros caídos do jovem, nas mãos estendidas, no anseio marcado no rosto dele, ele viu Emma e Julian, ele viu Alec quando ele falava sobre Jace; ele sabia que ele estava olhando para o fantasma do parabatai de Robert Lightwood. Ele não tinha ideia de como sabia isso, mas ele sabia.

Teaser #11

“Você mudou, filho dos espinhos,” disse a Rainha.

Teaser #12

“Por favor. Eu ensinei na academia dos Caçadores de Sombras. Eu…” – Catarina começou a tossir, os ombros dela sacudindo. Os olhos dela se arregalaram em alarme.

Cristina saiu da cama, alarmada. “Você está bem?”

Mas Catarina tinha desaparecido. Não tinha até mesmo um redemoinho no ar que mostrasse onde ela estava.

Cristina rapidamente vestiu suas roupas: jeans, uma velha blusa. Ela queria de todo coração que Emma estivesse ali, que elas pudessem conversar sobre a noite passada, que Emma pudesse dar conselhos e um ombro pra ela chorar.

Mas ela não estava. Cristina tocou em seu colar, sussurrando uma rápida oração para o Anjo, e saiu para o corredor na direção do quarto de Mark.

Ele tinha ficado acordado até tão tarde quanto ela, então tinha a grande possibilidade de ele ainda estar dormindo. Ela bateu na porta hesitantemente e então com mais força; finalmente Mark a abriu, bocejando e completamente nu.

“Híjole!” Cristina gritou, e puxou a gola de sua blusa pra cobrir seu rosto. “Coloque suas calças!”

“Desculpe,” ele falou, se escondendo atrás da porta. “Pelo menos você já viu tudo.”

Teaser #13

As piras ainda estavam queimando conforme a procissão virava e seguia de volta para a cidade. Era costume a fumaça durar toda a noite, e as famílias ficarem na Praça do Anjo em luto com os outros.

Não que Emma achasse que os Blackthorns fariam isso. Eles permaneceriam em sua casa, próximos uns dos outros: eles tinham sido muito independentes a vida toda para querer conforto de outros Caçadores de Sombras que eles mal conheciam.

Ela se afastou do resto do grupo, muito triste para tentar falar com Julian de novo na frente da família dele. E também, ele estava segurando Tavvy, que estava chorando e quase dormindo.

“Emma,” disse uma voz atrás ela.

Ela virou e viu Jem Carstairs.

Teaser #14

“Eles temem sua influência,” disse Gwyn. “Eles sabem que os outros ouvem você. Você é muito persuasiva, Diana, e surpreendentemente sábia.”

Ela fez uma careta para ele. “Adulador.”

“Eu não estou adulando você.” Ele se levantou. “Estou com medo por você. Horace Dearborn pode não ser um ditador ainda, mas ele deseja ser um. Seu primeiro passo será eliminar todos que se opõem a ele. Ele se moverá para extinguir as luzes mais brilhantes primeiro, aquelas que iluminam o caminho para os outros.”

Diana estremeceu. “Você é cínico, Gwyn.”

“É possível que eu nem sempre veja o melhor nas pessoas,” ele disse, “já que eu caço as almas dos guerreiros mortos no campo de batalha.”

Ela ergueu as sobrancelhas. “Você fez uma piada?”

“Talvez.” Ele pareceu intrigado. “Eu acho que posso ter feito. Foi engraçado?”

Teaser #15

Tavvy estava correndo pra ir ver o que estava acontecendo, e Jaime estava perguntando a Dru se ela ainda tinha a faca que ele deu a ela, e ela não conseguia parar de sorrir, seu primeiro sorriso real desde Livvy.

Jaime voltou, Dru pensou. Finalmente, alguém não foi embora – ao invés disso alguém voltou.

Teaser #16 (liberado há 8 meses atrás como um trecho não identificado)

Ele se abaixou e rasgou uma tira de material da camisa que usou na reunião do Conselho. Estava rígida e escura com o sangue seco de sua irmã.

Ele a amarrou ao redor do pulso. Ficaria lá, disse a si mesmo, até ter vingança. Até que houvesse justiça. Até todos os que amava estivessem seguros.

Teaser #17

“Esse é o motivo do porque eu fiz tudo isso,” Ty falou. “Eu quero você comigo de todas as formas que você pode estar.”

Teaser #18

Algo atingiu as costas de Cristina; Ela gritou quando seus pés deixaram o chão. Uma harpia afundara suas garras na parte de trás de sua jaqueta de combate e a levantava no ar. Ela pensou em histórias sobre como as águias voaram alto para o céu com suas presas e depois as soltavam, deixando seus corpos se esmagarem na terra abaixo. O chão já estava recuando abaixo dela com uma velocidade terrível.

Com um grito de medo e raiva, ela cortou o ar para frente e para trás com sua espada, cortando as garras da harpia na junta. O demônio gritou e Cristina caiu no ar, sua espada caindo de sua mão, estendendo sua mão como se pudesse pegar algo para retardar sua queda – ela viu o rosto pálido e aterrorizado de Mark virado para ela, harpias em torno dele em uma nuvem escura –

Algo estendeu a mão para tirá-la do céu.

Ela engasgou quando uma mão pegou seu cotovelo, e ela foi puxada para o lado para pousar desajeitadamente em cima de algo quente e vivo. Um cavalo voador.

Teaser #19

No reflexo do vidro da janela, Kit viu a porta do quarto se abrir e Ty entrar. Ele ainda estava usando suas roupas de luto, embora tivesse tirado a jaqueta e estivesse apenas com uma camisa preta de manga comprida. E Kit sabia que era tarde demais para fugir, que ele se importava com essas pessoas agora, e especificamente com Ty.

“Estou feliz que você esteja aqui.” Ty se sentou na cama e começou a desamarrar seus sapatos. “Eu queria falar com você.”

A porta ainda estava ligeiramente aberta e Kit podia ouvir vozes vindo da cozinha no andar de baixo. Helen, Dru, Emma, Julian. Diana voltou para sua própria casa. Aparentemente, ela morava em uma loja de armas ou algo assim. Ela voltou para pegar algum tipo de ferramenta que ela achava que poderia pegar as lascas das mãos ensanguentadas de Julian.

As mãos de Ty estavam bem, mas ele estava usando luvas. Kit tinha visto as mãos de Julian quando ele tinha ido lavá-las na pia, e elas pareciam como se estilhaços tivessem explodido em suas mãos. Emma estava por perto parecendo preocupada, mas Julian tinha dito que ele não queria um iratze, que apenas curaria a pele, cobrindo os pedaços de madeira. Sua voz soava tão estável que Kit mal a reconhecera.

“Eu sei como isso vai soar,” disse Kit, se virando de costas para o vidro frio. Ty estava debruçado e Kit viu o brilho de ouro em seu pescoço. “Mas você não está agindo da maneira que eu esperava.”

Ty chutou suas botas. “Porque eu subi na pira?”

“Não, essa foi meio que a coisa mais previsível que você fez.” disse Kit. “Eu só…”

“Eu fiz aquilo para conseguir isso.” disse Ty, e colocou a mão na garganta. Kit reconheceu a corrente de ouro e o disco fino de metal preso a ela: o medalhão de Livvy, aquele que ele ajudou a colocar antes da reunião do Conselho. Ele se lembrou vividamente dela segurando o cabelo de lado enquanto ele fechava o fecho, e o cheiro do perfume dela. Seu estômago revirou.

“O colar da Livvy.” ele disse. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria…”

“Chorar?” Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.”

“O que?”

“Eu vou trazer ela de volta.” disse Ty.

Teaser #20

“Julian, se lembra o que Dane disse, que você era o tipo de cara que tem uma garota como parabatai?” Ela se ajoelhou na cama, erguendo-se sobre os cotovelos para olhar diretamente nos olhos dele. “Isso é algo que sempre amei em você, mesmo antes de eu me apaixonar por você. Você nunca pensou que o diminuiria por ter uma garota como sua parceira de luta, nunca agiu como se nós fossemos nada além de completamente iguais. Você nem por um momento me fez sentir como se eu tivesse que ser fraca para que você fosse forte.”

Teaser #21

“Eu não sou uma princesa,” disse Cristina; ela estava inclinada sobre ele, uma de suas mãos apoiada no cobertor. O rosto de Kieran estava perto do dela, tão perto que ela podia ver o preto dos cílios dele. “E eu não quero que você vá.”

Teaser #22

O quarto de Julian era pequeno e pintado um tom contraditoriamente de um azul alegre. Uma cama de dossel pintada de branco dominava o espaço. Emma o puxou em direção a ela, o sentando gentilmente, e foi trancar a porta.

“Por que você está trancando a porta?”, Julian levantou a cabeça. Foi a primeira coisa que ele disse desde que eles deixaram o quarto de Ty, embora ele a tenha seguido calmo o suficiente.

“Você precisa de um pouco de privacidade, Julian”, ela disse. Ela se virou para ele; Deus, o jeito que ele estava partiu seu coração. Sangue espalhado pela pele dele, escurecendo suas roupas, com manchas secas em suas botas. O medalhão de Livvy brilhava na base da garganta dele, embora tivesse balançado contra o esterno de Livvy. Emma se lembrava daquele medalhão: um presente de Julian para sua irmã quando ela completou treze anos, tinha pertencido a avó deles. Tinha um círculo com os espinhos da família na frente e Julian acrescentara uma gravura na parte de trás: um par de sabres cruzados, a arma de Livvy.

O colar continha uma foto de Ty, Emma sabia. Ela mal tinha notado Livvy o usando na reunião do Conselho, embora soubesse que Livvy frequentemente o usava quando estava se sentindo nervosa, da mesma forma que Emma segurava firme Cortana.

Ela desejou ter notado Livvy mais naqueles últimos momentos, prestando mais atenção nela em vez de se preocupar com a Tropa, sobre Manuel e Zara e Jessica, sobre Robert Lightwood e o exílio, sobre seu próprio coração partido e confuso. Ela desejou ter segurado Livvy mais uma vez, maravilhada com o quão alta e adulta ela era, como ela tinha mudado da criança rechonchuda que ela se lembrava em suas próprias memórias mais antigas.

“Não”, disse asperamente Julian.

Emma chegou mais perto dele; ela não conseguia se conter. Ele teve que olhar para cima para encontrar seus olhos. “Não o que?”

“Se culpe”, ele disse. “Eu posso sentir você pensando em como você deveria ter feito algo diferente. Eu não posso deixar esse tipo de pensamento começarem, ou eu vou ficar em pedaços.”

Ele estava sentado na beira da cama, como se não pudesse suportar a ideia de se deitar. Muito gentilmente, Emma tocou seu rosto, deslizando a palma da mão pela mandíbula dele. Ele estremeceu e pegou o pulso dela com força.

“Emma”, ele disse, e em uma das primeiras vezes em sua vida, ela não conseguia ler a voz dele – era baixa e sombria, dura sem estar com raiva, querendo algo, mas ela não sabia o que.

“O que eu posso fazer?” ela suspirou. “O que posso fazer? Eu sou sua parabatai, Julian, eu preciso te ajudar.”

Teaser #23 (versão estendida do Teaser #19; confirmado como parte do capítulo três)

Kit ficou parado e olhando a fumaça subindo na distancia pela janela do quarto que ele dividia com Ty.

Ao menos, ele assumia que ia dividir o quarto com Ty. Sua mochila estava lá, jogada em um canto, e ninguém disse a ele se ele deveria estar em outro quarto. Ele se vestiu no banheiro aquela manhã e quando saiu, viu Ty tirando a camiseta por cima da cabeça. As marcas dele pareciam mais pretas, provavelmente porque a pele dele era tão pálida. Ele parecia tão delicado – Kit teve que olhar para longe do formato de suas omoplatas, a fragilidade de sua coluna. Como ele podia parecer assim e ser tão forte para lutar contra demônios?

Agora Ty estava no andar de baixo com o resto da família dele. Pessoas tendiam a cozinhar quando alguém morria e os Shadowhunters não eram uma exceção. Alguém provavelmente estava fazendo uma caçarola. Uma caçarola demoníaca. Kit encostou sua cabeça no vidro gelado da janela.

Teve um tempo onde ele poderia ter fugido, Kit pensou. Ele poderia fugir e deixar os Shadowhunters para trás, se perder no mundo subterrâneo dos Mercados das Sombras. Ser como seu pai, não sendo parte de nenhum mundo, existindo entre eles.

No reflexo do vidro da janela, Kit viu a porta do quarto se abrir e Ty entrar. Ele ainda estava usando suas roupas de luto, embora tivesse tirado a jaqueta e estivesse apenas com uma camisa preta de manga comprida. E Kit sabia que era tarde demais para fugir, que ele se importava com essas pessoas agora, e especificamente com Ty.

“Estou feliz que você esteja aqui.” Ty se sentou na cama e começou a desamarrar seus sapatos. “Eu queria falar com você.”

A porta ainda estava ligeiramente aberta e Kit podia ouvir vozes vindas da cozinha no andar de baixo. Helen, Dru, Emma, Julian. Diana voltou para sua própria casa. Aparentemente, ela morava em uma loja de armas ou algo assim. Ela voltou para pegar algum tipo de ferramenta que ela achava que poderia pegar as lascas das mãos ensanguentadas de Julian.

As mãos de Ty estavam bem, mas ele estava usando luvas. Kit tinha visto as mãos de Julian quando ele tinha ido lavá-las na pia, e elas pareciam como se estilhaços tivessem explodido em suas mãos. Emma estava por perto parecendo preocupada, mas Julian tinha dito que ele não queria um iratze, que apenas curaria a pele, cobrindo os pedaços de madeira. Sua voz soava tão estável que Kit mal a reconhecera.

“Eu sei como isso vai soar,” disse Kit, se virando de costas para o vidro frio. Ty estava debruçado e Kit viu o brilho de ouro em seu pescoço. “Mas você não está agindo da maneira que eu esperava.”

Ty chutou suas botas. “Porque eu subi na pira?”

"Não, essa foi meio que a coisa mais previsível que você fez." disse Kit. “Eu só…”

“Eu fiz aquilo para conseguir isso.” disse Ty, e colocou a mão na garganta. Kit reconheceu a corrente de ouro e o disco fino de metal preso a ela: o medalhão de Livvy, aquele que ele ajudou a colocar antes da reunião do Conselho. Ele se lembrou vividamente dela segurando o cabelo de lado enquanto ele fechava o fecho, e o cheiro do perfume dela. Seu estômago revirou.

“O colar da Livvy.” ele disse. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria…”

“Chorar?” Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.”

“O que?”

“Eu vou trazer ela de volta.” disse Ty.

Kit sentou pesadamente no peitoril da janela. “Como você vai fazer isso?”

Ty largou o colar e tirou o telefone de seu bolso. “Isso estava no telefone de Julian,” ele disse. “Ele tirou enquanto estava na biblioteca com Annabel. São fotos das paginas do Volume Negro dos Mortos.” Ele olhou para Kit com uma expressão preocupada. “Você vai vir sentar perto de mim pra poder ver?”

Kit queria dizer não; ele não podia dizer. Ele queria que isso não estivesse acontecendo, mas estava. Quando ele sentou perto de Ty na cama, o colchão afundou, e ele bateu o cotovelo no de Ty acidentalmente. A pele de Ty parecia quente contra a dele, como se o outro garoto estivesse com febre.

Nunca ocorreu a ele que Ty estava mentindo ou errado, e ele não parecia estar. Depois de quinze anos com Johnny Rook, Kit estava familiarizado com os livros ruins de feitiços como esse, e esse parecia decididamente ruim. Feitiços com uma caligrafia apertada inundavam as paginas, junto com esboços assustadores de corpos saindo do caixão, rostos gritando e esqueletos carbonizados.

Ty, no entanto, não estava olhando para as fotos como se elas fossem assustadoras; ele estava olhando como se elas fossem o Santo Graal. “Esse é o mais poderoso livro de feitiços para trazer de volta os mortos que já existiu,” ele falou. “É por isso que não importa se eles queimaram o corpo de Livvy. Com feitiços como esse ela pode ser trazida de volta inteira, não importa o que tenha acontecido com ela, não importa quanto tempo –” Ele parou, suspirando fundo. “Mas eu não quero esperar. Eu quero começar assim que nós voltarmos pra Los Angeles.”

“Malcolm não matou muitas pessoas para trazer Annabel de volta?” Kit perguntou.

“Conexão, não causação, Watson,” disse Ty. “A maneira mais simples de fazer necromancia é com energia dos mortos. Uma vida por outra, basicamente. Mas tem outras fontes de energia. Eu nunca mataria alguém.” Ele fez uma expressão que devia parecer desdenhosa, mas na verdade só pareceu fofa.

“Eu não acho que Livvy gostaria que você praticasse necromancia,” Kit falou.

Ty colocou seu telefone de lado. “Eu não acho que Livvy gostaria de estar morta.”

Kit sentiu as palavras como um soco no peito, mas antes que ele pudesse responder, teve uma comoção no andar de baixo. Ele e Ty foram para o topo das escadas, Ty apenas com meias em seus pés, e olhou para a cozinha.

O amigo espanhol de Zara Dearborn, Manuel, estava lá, usando um uniforme dos oficiais da Gard e com um sorriso. Ele estava dando de ombros, e Kit se inclinou mais para frente para poder ver com quem ele estava falando. Ele viu Julian, encostado na mesa da cozinha, seu rosto sem expressão. Os outros estavam espalhados pela cozinha – Emma parecia furiosa e Cristina estava com sua mão no braço da outra garota, como se estivesse segurando ela.

“Mesmo?” Helen perguntou furiosa. “Você não podia esperar até o dia depois do funeral da nossa irmã para arrastar Emma e Jules para a Gard?”

Manuel deu de ombros, claramente indiferente. “Tem que ser agora,” ele disse. “A Consul insiste.”

“O que está acontecendo?” Aline perguntou. “Você está falando sobre a minha mãe, Manuel. Ela não ia simplesmente exigir ver eles sem uma boa razão.”

“É sobre a Espada Mortal,” Manuel disse. “É uma razão boa o bastante para vocês?”

Ty segurou no braço de Kit, o afastando das escadas. Eles se moveram pelo corredor, as vozes na cozinha parecendo mais baixas, mas ainda urgentes.

“Você acha que eles vão?” Kit perguntou.

“Emma e Jules? Eles tem que ir. A Consul está chamando,” Ty falou. “Mas é ela, não o Inquisidor, então tudo vai ficar bem.” Ele se inclinou na direção de Kit, que estava com as costas encostadas na parede; ele estava cheirando como uma fogueira. Kit percebeu que era provavelmente por causa da pira de madeira, e seu estomago embrulhou de novo. “Eu posso fazer isso sem você. Trazer Livvy de volta, no caso,” ele falou. “Mas eu não quero. Sherlock não faz as coisas sem Watson.”

“Você contou para alguém?”

“Não,” Ty tinha puxado as mangas de sua camisa para suas mãos e estava enrolando o tecido nos dedos. “Eu sei que tem que ser um segredo. As pessoas não gostariam disso, mas quando Livvy voltar, eles vão ficar felizes e não vão se importar.”

“Melhor pedir perdão que permissão,” Kit disse, se sentindo tonto.

“Sim.” Ty não estava olhando diretamente para Kit – ele nunca olhava – mas seus olhos se acenderam esperançosamente; na pouca luz do corredor, o cinza neles estava tão pálido que pareciam lagrimas. Kit pensou em Ty dormindo, como ele dormiu todo o dia da morte de Livvy e na noite, e o jeito que Kit ficou olhando ele dormir, em terror com o que iria acontecer quando ele acordasse.

Todo mundo estava apavorado. Ty ia se despedaçar, eles pensaram. Kit lembrou-se de Julian parado próximo de Ty enquanto ele dormia, uma mão acariciando os cabelos do irmão, e ele estava rezando – Kit nem sabia que Shadowhunters rezavam, mas Julian definitivamente rezou. Ty ia desmoronar em um mundo sem sua irmã, todos eles pensaram; ele cairia em cinzas, assim como o corpo de Livvy.

E agora ele estava pedindo isso a Kit, dizendo que não queria fazer sem ele, e se Kit falasse não e Ty desmoronasse da pressão de tentar fazer isso sozinho? E se Kit tirasse sua ultima esperança e ele caísse em pedaços por causa disso?

“Você precisa de mim?” Kit perguntou lentamente.

Ty assentiu. “Sim.”

“Então,” Kit falou, já sabendo que estava cometendo um grande erro, “Eu vou ajudar você.”

Teaser #24 (do capítulo 3: Nothing That Is Ours; amostra de capítulo lançada na BookCon 2018)

As piras ainda estavam queimando enquanto a procissão se virava e voltava para a cidade. Era costume a fumaça subir toda a noite e as famílias se reunirem na Praça do Anjo para chorar entre outras.

Não que Emma achasse provável que os Blackthorn fizessem isso. Eles permaneceriam na casa deles, entremeados uns com os outros: Eles tinham estado separados demais a vida toda para desejar conforto de outros Caçadores de Sombras que eles mal conheciam.

Ela tinha se afastado do resto do grupo, muito triste para querer tentar falar com Julian novamente na frente de sua família. Além disso, ele estava segurando a mão de Tavvy.

"Emma", disse uma voz ao lado dela. Ela se virou e viu Jem Carstairs.

Jem. Ela estava muito surpresa para falar. Jem tinha sido um Irmão do Silêncio uma vez, e embora ele fosse um Carstairs, ele era um parente muito distante, devido a ter mais de um século de idade. Ele só parecia ter cerca de vinte e quatro anos e estava vestido de jeans e sapatos desgastados. Ele usava um suéter branco, que ela supunha ser sua concessão aos brancos funerários dos Caçadores de Sombras.

Jem não era mais um Caçador das Sombras, apesar de ter sido um por muitos anos, e era um dos mais famosos da família Carstairs, junto com sua prima Cordelia.

"Jem", ela sussurrou, não querendo alertar ninguém na procissão. "Obrigado por ter vindo."

"Eu queria que você soubesse que sinto muito", disse ele. Ele parecia pálido e exaurido, mas isso não poderia ser pesar por Livvy, poderia? Ele mal a conhecia. "Eu sei que você amava Lívia como uma irmã."

“Podemos conversar?” Ela disse abruptamente. "Só nós?"

Ele assentiu e indicou uma elevação baixa a certa distância, parcialmente escondida por um conjunto de árvores. Depois de sussurrar para Cristina que ela ia falar com Jem – “O Jem? O realmente velho? Que é casado com uma feiticeira? De verdade?” – ela seguiu Jem até onde ele estava sentado na grama, entre um monte de pedras antigas.

Eles se sentaram por um momento em silêncio, ambos olhando para os Campos Imperecíveis. “Quando você era um Irmão do Silêncio”, Emma disse abruptamente, “você queimou pessoas?”

Jem olhou para ela. Seus olhos estavam muito escuros. "Ajudei a acender as piras", disse ele. "Um homem inteligente que eu conheci disse uma vez que não podemos entender a vida e, portanto, não podemos esperar compreender a morte. Eu perdi muitos que amava até a morte, e isso não fica mais fácil, nem assistir as piras queimarem."

"Somos pó e cinzas", disse Emma.

"Era para nos fazer todos iguais", disse Jem. “Estamos todos queimados. Nossas cinzas vão construir a Cidade dos Ossos ”.

"Exceto criminosos", disse Emma.

A testa de Jem franziu. "Livia dificilmente era isso," disse ele. "Nem você, a menos que esteja pensando em cometer um crime?"

Eu já cometi. Estou terrivelmente apaixonada pelo meu parabatai. O desejo de dizer as palavras, confessar a alguém – a Jem, especificamente – era como uma pressão por trás dos olhos de Emma. Para impedi-los, ela disse apressadamente: "Seu parabatai se afastou de você? Quando você, você sabe, queria conversar?"

"As pessoas fazem coisas estranhas quando estão sofrendo", disse Jem gentilmente. “Eu estava assistindo de longe, mais cedo. Eu vi o que Julian fez pelo irmão no funeral. Eu sei o quanto ele sempre amou aquelas crianças. Nada do que ele diz ou faz agora, nestes primeiros e piores dias, é simbólico de quem ele é. Além disso," acrescentou ele com um leve sorriso, "ser parabatai é complicado. Eu bati no meu parabatai no rosto, uma vez."

"Você fez o que?"

"Como eu disse." Jem parecia apreciar seu espanto. “Eu acertei meu parabatai – eu o amava mais do que qualquer outra pessoa no mundo que eu já amei, exceto Tessa, e eu o acertei no rosto porque meu coração estava quebrando. Eu mal posso julgar qualquer outra pessoa."

"Tessa!" Emma disse, sentindo-se repentinamente rude por não ter perguntado antes. "Onde ela está?"

A mão de Jem fechou em punho na grama. “Ela está no Labirinto Espiral com Catarina Loss, procurando desesperadamente por uma cura. Todos os feiticeiros estão adoecendo. A própria Tessa parece protegida pelo seu sangue de Caçadora de Sombras. Mas aqueles que são mais velhos, que usaram mais magia e magia mais poderosa, estão adoecendo primeiro.”

"Magnus", disse Emma. "Ele é mais velho e poderoso, não é? E ele usa muita magia?"

Jem assentiu severamente.

"Quanto Tessa sabe sobre isso?" Emma exigiu. "O que eles descobriram?"

"Tessa acha que está ligado aos assassinatos que Malcolm cometeu com os Seguidores do Guardião," disse Jem. Emma piscou para ele. Tudo isso parecia a mil mundos de distância. "Ele usou as linhas ley para alimentar sua magia necromântica – se elas estão envenenadas, pode estar comunicando esse veneno para qualquer feiticeiro que as use."

"Os feiticeiros não podem apenas não usá-las?"

"Existem apenas algumas fontes de energia", disse Jem. "As linhas Ley são as mais fáceis. Muitos dos feiticeiras pararam de usá-las, mas isso significa que eles estão esgotando seus poderes muito rapidamente, o que também não é saudável." Ele deu um sorriso não convincente. "Tessa vai resolver isso," disse ele. “Ela encontrou Kit – ela descobrirá a resposta para isso também. Estou mais preocupado com você neste momento. Você parece magra e cansada..."

"Eu tive que assistir Livvy morrer," disse Emma. "Você já viu alguém que você amava morrer?"

"Sim," disse Jem.

Esse era o problema com pessoas muito idosas, Emma pensou. Era raro que você tivesse uma experiência de vida que eles não tinham.

"E Horace Dearborn é o Inquisidor agora", disse ela. "É como se não houvesse esperança para nada agora."

"Sempre há esperança", disse Jem. “E embora eu não possa ficar com você, porque eu devo retornar para Tessa, eu estarei a uma mensagem de fogo de distância. Envie-me uma carta e eu virei, não importa o quão distante eu possa estar. Ele colocou um braço ao redor dela e a abraçou por um momento. "Tome cuidado, mèi mei."

"O que isso significa?", Perguntou Emma. Mas ele já tinha ido embora, desaparecendo nas árvores tão rapidamente quanto ele chegou.


Kit se levantou e observou a fumaça subindo a distância pela janela do quarto que ele dividia com Ty.

Pelo menos, ele assumiu que compartilhava o quarto com Ty. Sua bolsa estava aqui, jogada em um canto, e ninguém nunca se preocupou em lhe dizer se ele deveria estar em um quarto diferente. Ele tinha se vestido no banheiro naquela manhã e saiu para encontrar Ty colocando sua camiseta sobre a cabeça. Suas Marcas pareciam estranhamente negras, provavelmente porque sua pele era tão pálida. Ele parecia tão delicado – Kit teve que desviar o olhar da forma de suas omoplatas, a fragilidade de sua espinha. Como ele poderia ser assim e ser forte o suficiente para lutar contra os demônios?

Agora Ty estava no andar de baixo, com o resto de sua família. As pessoas tendiam a cozinhar quando alguém morria e os Caçadores das Sombras não eram exceção. Alguém provavelmente estava fazendo uma caçarola. Um caçarola demoníaca. Kit encostou a cabeça no vidro frio da janela.

Houve um tempo em que ele poderia ter corrido, Kit pensou. Ele poderia ter corrido e deixado os Caçadores de Sombras para trás, se perdido no mundo subterrâneo dos Mercados das Sombras. Ser como seu pai, não fazer parte de nenhum mundo, existindo entre eles.

No reflexo do vidro da janela, Kit viu a porta do quarto se abrir e Ty entrar. Ele ainda estava usando suas roupas de luto, embora tivesse tirado a jaqueta e estivesse apenas com uma camiseta preta de manga comprida. E Kit sabia que era tarde demais para correr, que ele se importava com essas pessoas agora, e especificamente com Ty.

"Estou feliz que você esteja aqui." Ty sentou-se na cama e começou a desamarrar os sapatos. "Eu queria falar com você."

A porta ainda estava ligeiramente aberta e Kit podia ouvir vozes vindas da cozinha no andar de baixo. Helen, Dru, Emma, ​​Julian. Diana voltou para sua própria casa. Aparentemente, ela morava em uma loja de armas ou algo assim. Ela voltou para pegar algum tipo de ferramenta que ela achava que poderia tirar as lascas das mãos ensanguentadas de Julian.

As mãos de Ty estavam bem, mas ele usava luvas. Kit tinha visto Julian quando ele tinha ido enxaguá-las na pia, e eles pareciam que estilhaços estouraram nas palmas das mãos dele. Emma estava por perto parecendo preocupada, mas Julian tinha dito que ele não queria um iratze, que apenas curaria a pele fechada sobre os pedaços de madeira. Sua voz soava tão plana que Kit mal a reconhecera.

"Eu sei como isso vai soar", disse Kit, virando-se de costas para o vidro frio. Ty estava debruçado e Kit captou o brilho de ouro em seu pescoço. "Mas você não está agindo da maneira que eu esperava."

Ty chutou as botas dele. "Porque eu escalei a pira?"

"Não, isso foi realmente a coisa mais esperada que você fez," disse Kit. "Eu só..."

"Eu fiz isso para conseguir isso", disse Ty, e colocou a mão na garganta. Kit reconheceu a corrente de ouro e o disco fino de metal preso a ela: o medalhão de Livvy, aquele que ele ajudou a colocar antes da reunião do Conselho. Ele se lembrava vividamente dela segurando o cabelo de lado enquanto ele fechava o fecho, e o cheiro do perfume dela. Seu estômago revirou.

"O colar de Livvy", disse ele. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria..."

"Chorar?" Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.

"O que?"

"Eu vou trazê-la de volta," disse Ty.

Kit sentou-se pesadamente no peitoril da janela. "Como você vai fazer isso?"

Ty soltou o colar e tirou o celular do bolso. "Estes estavam no telefone de Julian", disse ele. “Ele os levou quando estava na biblioteca com Annabel. São fotos das páginas do Volume Negro dos Mortos." Ele olhou para Kit com uma expressão preocupada. "Você virá e se sentará ao meu lado para que possa vê-las?"

Kit queria dizer não; ele não podia dizer isso. Ele queria que isso não estivesse acontecendo, mas estava. Quando ele se sentou ao lado de Ty na cama, o colchão afundou, e ele bateu no cotovelo de Ty acidentalmente. A pele de Ty estava quente contra a dele, como se o outro menino estivesse com febre.

Nunca tinha passado pela sua cabeça que Ty estava mentindo ou errado, e ele também não parecia estar. Depois de quinze anos com Johnny Rook, Kit estava bastante familiarizado com o que eram os livros de feitiços e este parecia decididamente maligno. Feitiços em caligrafia abarrotada enchiam as páginas, junto com esboços assustadores de cadáveres rastejando para fora da sepultura, rostos gritando e esqueletos carbonizados.

Ty não estava olhando as fotos como se fossem assustadoras; ele estava olhando para elas como se fossem o Santo Graal. "Este é o livro de feitiços mais poderoso para trazer de volta os mortos que já existiu," disse ele. "É por isso que não importa se eles queimaram o corpo de Livvy. Com feitiços como esses, ela pode ser trazida de volta inteira, não importa o que tenha acontecido com ela, não importa quanto tempo..." Ele parou com um suspiro trêmulo. "Mas eu não quero esperar. Quero começar assim que voltarmos a Los Angeles."

"Malcolm não matou muita gente para trazer Annabel de volta?" disse Kit.

"Correlação, não causação, Watson", disse Ty. “A maneira mais simples de fazer necromancia é com a energia da morte. Vida para a morte, basicamente. Mas existem outras fontes de energia. Eu nunca mataria ninguém.” Ele fez uma cara que provavelmente deveria ser desdenhosa, mas na verdade era bonitinha.

"Eu não acho que Livvy gostaria que você fizesse necromancia," disse Kit.

Ty afastou o telefone. "Eu não acho que Livvy queria estar morta."

Kit sentiu as palavras como um soco no peito, mas antes que ele pudesse responder, houve uma comoção no andar de baixo. Ele e Ty correram para o alto da escada, Ty de meias, e olharam para a cozinha.

O amigo espanhol de Zara Dearborn, Manuel, estava lá, usando o uniforme de um oficial do Gard e um sorriso afetado. Ele estava encolhendo os ombros e Kit se inclinou mais para ver com quem estava falando. Ele avistou Julian encostado na mesa da cozinha, o rosto inexpressivo. Os outros estavam ao redor da cozinha – Emma parecia furiosa, e Cristina tinha a mão no braço da outra garota como se para segurá-la.

"Sério?" Helen disse furiosamente. "Você não podia esperar até o dia depois do funeral da nossa irmã para arrastar Emma e Jules para o Gard?"

Manuel encolheu os ombros, claramente indiferente. "Tem que ser agora", disse ele. "A consulesa insiste."

"O que está acontecendo?" Aline disse. "Você está falando da minha mãe, Manuel. Ela não exigiria apenas vê-los sem um bom motivo."

"É sobre a Espada Mortal", disse Manuel. "Essa é uma razão boa o suficiente para todos vocês?"

Ty puxou o braço de Kit, puxando-o para longe das escadas. Eles desceram o corredor do andar de cima, as vozes da cozinha recuando, mas ainda urgentes.

"Você acha que eles vão?" Kit disse.

Emma e Jules? Eles tem que ir. A consulesa está pedindo," disse Ty. "Mas é ela, não o Inquisidor, então tudo vai dar certo." Ele se inclinou para Kit, cujas costas estavam contra a parede; ele cheirava como uma fogueira. Kit percebeu que provavelmente era seiva da madeira da pira, e seu estômago revirou novamente. “Eu posso fazer isso sem você. Trazer Livvy de volta, quero dizer,” disse ele. “Mas eu não quero. Sherlock não faz coisas sem o Watson."

"Você contou a mais alguém?"

"Não." Ty tinha puxado as mangas da camisa para baixo sobre as mãos e estava inquietante com o tecido com os dedos. “Eu sei que tem que ser um segredo. As pessoas não gostariam, mas quando Livvy voltar, elas ficarão felizes e não se importarão.”

"É melhor pedir perdão do que permissão", disse Kit, sentindo-se atordoado.

"Sim." Ty não estava olhando diretamente para Kit – ele nunca o fez – mas seus olhos brilharam esperançosos; na penumbra do corredor, o cinza neles estava tão pálido que parecia lágrimas. Kit pensou em Ty dormindo, como ele dormiu o dia inteiro da morte de Livvy e na noite, e a maneira como Kit o assistiu dormir aterrorizado com o que aconteceria quando ele acordasse.

Todos ficaram aterrorizados. Ty iria desmoronar, eles pensaram. Kit se lembrava de Julian de pé sobre Ty enquanto dormia, uma mão acariciando o cabelo de seu irmão, e ele estava orando – Kit nem sabia que Caçadores de Sombras rezavam, mas Julian definitivamente tinha rezado. Ty iria desmoronar em um mundo sem sua irmã, todos pensavam; ele cairia em cinzas como o corpo de Livvy.

E agora ele estava pedindo isso para Kit, dizendo que ele não queria fazer isso sem ele, e se Kit dissesse que não e Ty desmoronasse da pressão de tentar fazer isso sozinho? E se Kit tirasse sua última esperança e ele desmoronasse por causa disso?

"Você precisa de mim?" Kit perguntou lentamente.

Ty assentiu. "Sim."

"Então," Kit disse, já sabendo que ele estava cometendo um grande erro, "eu vou te ajudar."


Estava frio na Scholomance, mesmo durante o verão. A escola tinha sido esculpida em uma encosta da montanha, com longas janelas correndo ao longo da face do penhasco. Elas forneciam luz, assim como os candelabros de luz enfeitiçada em quase todos os cômodos, mas não calor. O frio do lago abaixo, profundo e negro ao luar, parecia ter penetrado na pedra das paredes e no chão e irradiar para fora, razão pela qual, mesmo no início de setembro, Diego Rocio Rosales usava um suéter grosso e casaco sobre seus jeans.

Os candeeiros de luz enfeitiçada empoeirados projetavam sua sombra longa e fina à sua frente enquanto ele corria pelo corredor em direção à biblioteca. Em sua opinião, a Scholomance estava necessitando de uma atualização. A única vez que seu irmão, Jaime, visitou a escola, ele disse que ela parecia ter sido decorada por Drácula. Isso infelizmente era verdade. Em todos os lugares havia candelabros de ferro (que faziam Kieran espirrar), candelabros de bronze em forma de dragão contendo antigas pedras de luz enfeitiçada e lareiras de pedra cavernosas com enormes anjos entalhados em pé, proibitivamente de ambos os lados. Refeições comunitárias foram tomadas em uma mesa longa que poderia ter acomodado a população da Bélgica, embora no momento houvesse menos de vinte pessoas em residência na escola. Apenas alguns alunos haviam permanecido no verão entre os anos de estudo, e a maioria dos professores e alunos estava em casa ou em Idris.

O que tornou muito mais fácil para Diego esconder um príncipe das fadas no local. Ele estava nervoso com a ideia de esconder Kieran na Scholomance – ele não era um bom mentiroso nos melhores momentos e o esforço de manter um "relacionamento" com Zara já o desgastara. Mas Cristina pedira a ele para fazer e ele teria feito qualquer coisa por Cristina.

Ele chegou ao final do corredor, onde ficava a porta da biblioteca. Há muito tempo, a palavra BIBLIOTECA havia adornado a porta em letras douradas; agora apenas os contornos das letras permaneciam, e as dobradiças rangiam como ratos aflitos quando Diego abriu a porta.

A primeira vez que ele viu a biblioteca, ele achou que era uma brincadeira. Uma sala enorme, ficava no último andar da Scholomance, onde o telhado era feito de vidro grosso e luz filtrada através dele. Durante o tempo em que a escola estava deserta, os carvalhos haviam crescido no chão e ninguém tinha tido tempo ou dinheiro para removê-los. Eles permaneceram, cercados pelo pó de pedra quebrada, suas raízes quebrando o chão e serpenteando entre as cadeiras e mesas. Galhos se estendiam bem acima, formando um dossel sobre as prateleiras, espanando os assentos e o chão com folhas caídas.

Às vezes Diego se perguntava se Kieran gostava daqui porque lembrava uma floresta. Ele certamente passou a maior parte do tempo em um assento na janela, um tanto severamente lendo tudo na seção sobre fadas. Todos os dias ele fazia uma pilha de livros que considerava precisos. Todos os dias a pilha era pequena.

Ele olhou quando Diego entrou. Seu cabelo era preto-azulado, a cor do lago do lado de fora da janela. Ele havia colocado dois livros em sua pilha exata e estava lendo um terceiro: Hábitos de Acasalamento dos Unseelie.

"Eu não conheço ninguém em Faerie que se casou com uma cabra," ele disse irritado. "Tanto na Corte Seelie quanto na Unseelie.”

"Não leve para o lado pessoal," disse Diego. Ele puxou uma cadeira e se sentou de frente para Kieran. Ele podia ver os dois refletidos na janela. Kieran tinha ficado ainda mais magro, se possível, desde que eles chegaram na escola, e seus pulsos ósseos estavam embaixo das mangas de seu uniforme emprestado. As roupas de Diego eram muito grandes para ele, então Rayan Muadabuchi se ofereceu para emprestar um pouco a Kieran – ele não parecia incomodado porque Diego estava escondendo uma fada em seu quarto, mas nada muito bagunçou a superfície da calma de Rayan. Divya, por outro lado, a outra melhor amiga de Diego na escola, saltava nervosamente no ar toda vez que alguém mencionava que estava indo à biblioteca, apesar da incrível habilidade de Kieran de se esconder.

Divya e Rayan eram as únicas pessoas para quem Diego havia contado sobre Kieran, principalmente porque eram as únicas pessoas na Scholomance em quem ele confiava. Havia apenas um professor na residência – o professor Kaidou, que estava envolvido em um projeto de pesquisa sobre as propriedades mágicas da água do Lago Lyn e raramente saía de seu estudo – e, embora houvesse uma época em que Diego confiaria no professor sem um segundo pensamento, essa época era passado.

"Você ouviu alguma coisa de Idris?" perguntou Kieran, olhando para o livro.

"Você quer dizer Mark", disse Diego, "e eu não ouvi nada dele. Eu não sou a pessoa favorita dele."

Kieran olhou para cima. "Você é a de alguém?" De alguma forma, ele conseguiu perguntar como se não fosse uma pergunta insultante, mas algo que ele simplesmente queria saber.

Diego, que às vezes se perguntava o mesmo, não respondeu.

"Eu pensei que você poderia ter ouvido de Cristina." Kieran fechou o livro, marcando seu lugar com o dedo. "Sobre se ela está bem, e Mark... eu pensei que os funerais eram hoje".

"Eles eram", disse Diego. Ele também achava que ele poderia ter ouvido de Cristina; ele sabia que ela gostava de Livia Blackthorn. "Mas funerais para nós são muito movimentados. Há muita cerimônia, e muitas pessoas que visitam e expressam condolências. Ela pode não ter muito tempo."

Kieran parecia aflito. "Isso parece como se fosse ser chato. Em Faerie, sabemos deixar os que estão sofrendo por si mesmos."

"É irritante, mas também não", disse Diego. Ele pensou na morte de seu avô, como a casa estava cheia da luz das velas, velas que ardiam com uma luz linda. Como os visitantes tinham vindo e trazido presentes de comida, e eles tinham comido e bebido juntos e compartilhado as lembranças de seu avô. Em todos os lugares havia calêndulas, e o cheiro de canela de atole e o som de risadas.

Parecia frio para ele, e solitário, chorar sozinho. Mas fadas eram diferentes.

Os olhos de Kieran se afiaram, como se ele tivesse visto algo revelador na expressão de Diego. "Existe um plano para mim?" Ele perguntou. "Para onde devo ser enviado, quando meu tempo escondido aqui acabar?"

"Eu pensei que você poderia querer voltar para Los Angeles," disse Diego, surpreso.

Kieran sacudiu a cabeça. As mechas de seu cabelo ficaram brancas; sua cor de cabelo parecia mudar de humor. "Não. Eu não vou voltar para onde Mark está."

Diego ficou em silêncio – ele realmente não tinha um plano. Cristina pedira a ele que escondesse Kieran, mas nunca dissera por quanto tempo. Ele queria fazer isso por ela porque sabia que lhe devia; ele tinha pensado em Zara – se lembrou da dor no rosto de Cristina quando ela conheceu Zara.

Foi culpa dele. Ele não contou a ela sobre Zara porque ele estava desesperadamente esperando que algo acontecesse que o tirasse do noivado antes que fosse necessário. Foram os Dearborn que insistiram no contrato de casamento. Eles ameaçaram expor os segredos da família Rocio Rosales se Diego não fizesse algo para provar a eles que ele era verdadeiro quando disse que não sabia onde seu irmão estava, e não sabia onde estava o artefato que Jaime tinha pegado.

Nunca houve uma questão sobre ele amar Zara, nem de não amá-la. Ela parecia sentir que era uma pena em seu boné ser noiva de um filho de uma família importante, mas não havia paixão nela a não ser a paixão pelas horríveis causas que o pai abraçava.

Os olhos de Kieran se arregalaram. "O que é isso?"

Essa era uma luz brilhante, como um fogo-fátuo, sobre o ombro de Diego. Uma mensagem de fogo. Ele pegou do ar e o papel se desenrolou em sua mão: Ele reconheceu a letra imediatamente. "Cristina," disse ele. "É uma mensagem da Cristina."

Kieran sentou-se tão rápido que o livro caiu de seu colo no chão. "Cristina? O que ela diz? Ela está bem?"

Estranho, Diego pensou; ele teria imaginado que Kieran teria perguntado se Mark estava bem. Mas o pensamento voou de sua mente quase imediatamente, rabiscado pelas palavras que ele estava lendo.

Sentindo-se como se tivesse sido chutado no estômago, Diego entregou a mensagem a Kieran, e observou o outro rapaz ficar pálido enquanto lia que Horace Dearborn fora transformado no novo Inquisidor.

"Isso é um tapa no rosto de Mark," disse Kieran, com a mão tremendo. "Os Blackthorn ficarão de coração partido, assim como Cristina. E ele é um homem perigoso. Um homem mortal." Ele olhou para Diego, seus olhos negros como a noite e cinza como uma tempestade. "O que podemos fazer?"

Diego sacudiu a cabeça. "Está claro que não conheço nada sobre pessoas," disse ele, pensando em Zara, em Jaime, em todas as mentiras que contara e em como nenhum deles havia conseguido o que queria, mas só tornara tudo pior. "Ninguém deveria me perguntar como resolver qualquer coisa."

Quando Kieran olhou para ele, atônito, ele baixou o rosto para as mãos.


"Eu sei que essas palavras devem parecer vazias neste momento", disse Jia, "mas eu sinto muito por Livia."

"Você está certa," disse Julian. "Elas parecem."

Estava escuro do lado de fora das janelas da Consulesa, e as torres demoníacas estavam penduradas no horizonte de Alicante como uma fileira de diamantes irregulares. Emma olhou em volta, lembrando-se da última vez em que estivera nesse quarto – ela tinha doze anos, e ficara tão impressionada com o quão luxuoso era, com grossos tapetes sob os pés e uma escrivaninha de mogno reluzente. Agora ela, Julian e Diana estavam sentados em poltronas de braços com encosto na frente da mesa de Jia. Diana parecia furiosa. Julian apenas parecia inexpressivo.

"Essas crianças estão cansadas e pesarosas," disse Diana. "Eu respeito o seu julgamento, Jia, mas isso tem que ser agora?"

Jia pressionou os dedos contra a testa. "Isso acontece," ela disse, "porque Horace Dearborn quer interrogar Helen e Mark, e qualquer outro integrante do Submundo ou parte do Submundo em Alicante. Magnus e Alec já estão empacotando suas coisas para se transportar hoje à noite. Eu teria pensado que você gostaria que Helen e Mark saíssem também.

"Ele quer o quê?" Emma endireitou-se, indignada. "Você não pode deixá-lo."

"Eu não tenho escolha. Ele foi eleito por maioria de votos." Jia franziu a testa. "Interrogar as pessoas é o que o Inquisidor faz – a decisão fica a seu critério."

"Horace Dearborn não tem discrição," disse Diana.

"É por isso que estou avisando com antecedência," disse Jia. "Eu sugiro que Helen e Mark – e Aline, já que ela não vai deixar Helen – sejam transportados via Portal para Los Angeles hoje à noite."

Houve um momento de silêncio. "Você está se oferecendo para enviar Helen para Los Angeles?" disse Julian finalmente. "Não para a Ilha Wrangel?"

"Estou sugerindo que Helen e Aline administrem temporariamente o Instituto de Los Angeles," disse Jia, e Emma realmente sentiu a boca se abrir. "Como a Consulesa, isso está ao meu alcance, e acredito que posso fazer isso acontecer agora, enquanto Dearborn está distraído."

"Então você está dizendo que devemos todos usar o Portal para voltar?" Emma disse. "E Helen e Aline podem vir conosco? Isso é ótimo, é..."

"Ela não quer dizer todos nós," disse Julian. Suas mãos estavam ambas enfaixadas. Ele mesmo pegou a maior parte das lascas, com a ponta de uma faca afiada, e havia sangue nas bandagens. Ele não parecia ter sentido isso – Emma sentiu a dor, observando a pele dele se dividir sob a lâmina, mas ele nunca vacilou. "Ela quer dizer que Diana, você e eu vamos ficar aqui, em Idris."

"Você sempre foi inteligente, Julian," disse Jia, embora não como se ela admirasse tanto a qualidade.

"Se Helen e Mark não estiverem aqui, ele nos interrogará," disse Julian. "Isso não é verdade?"

"Não," disse Diana bruscamente. "Eles são crianças."

"Sim", disse Jia. "E um deles quebrou a Espada Mortal. O outro trouxe Annabel Blackthorn para Alicante."

"Mas eu não sei como foi quebrada." disse Emma. "Eu me virei para Annabel porque ela estava tentando me matar. Foi autodefesa..."

"As pessoas estão aterrorizadas. E o medo não é lógico," disse Jia. "Este foi o pior momento possível para a Espada Mortal ser quebrada, em um momento de séria instabilidade e na véspera de uma possível guerra com asfadas. E depois que o Rei Unseelie arrebatou Annabel do Salão do Conselho – não entendem que vocês a trouxeram aqui?"

"Isso foi só eu." Julian estava branco ao redor da boca. "Emma não teve nada a ver com isso."

Emma sentiu uma ligeira faísca de alívio entre seu pânico e indignação. Ele ainda me apoia.

Jia olhou para as mãos dela. "Se eu mandasse todos vocês de volta para casa agora, haveria um motim. Se Dearborn tiver permissão para questioná-lo, a atenção do público se desviará de vocês. A Tropa questiona sua lealdade, principalmente por causa de Helen e Mark."

Julian deu uma risada severa. "Eles suspeitam de nós por causa do meu irmão e irmã? Mais do que porque eu trouxe aquela coisa... porque trouxe Annabel para a cidade? E prometi que tudo ficaria bem? Mas é o sangue de Mark e Helen que importa?"

"O sangue sempre importa, para o tipo errado de pessoas," disse Jia, e havia uma rara amargura em sua voz. Ela passou a mão pelo rosto. "Eu não estou pedindo para você ficar do lado dele. Deus, eu não estou pedindo isso. Apenas faça com que ele entenda que você é vítima de Annabel. Aqueles que não estão na Tropa são muito simpáticos a você agora por causa de Livia – ele não quer ir muito contra a opinião pública."

"Então, isso é como uma pequena dança inútil que estamos fazendo?" disse Emma. "Nós deixamos o Inquisidor nos questionar, principalmente para se mostrar, e então podemos ir para casa?"

Jia sorriu sombriamente. "Agora você entende de política."

"Você não está preocupada em fazer Aline e Helen as diretoras do Instituto de Los Angeles? Dadas as preocupações da Tropa sobre Helen?" disse Diana.

"Será apenas Aline." Julian olhou inabalavelmente para Jia. "A filha da Consulesa. Helen não vai estar edirigindo nada."

"Isso mesmo," disse Jia, "e não, eu também não gosto disso. Mas esta pode ser uma chance de recuperá-las permanentemente da Ilha Wrangel. É por isso que estou pedindo sua ajuda – de vocês três."

"Eu também vou ser interrogada?" Havia uma tensão aguda na voz de Diana.

Jia sacudiu a cabeça. "Eu gostaria da sua ajuda. Uma vez que você me ajudou antes com esses arquivos."

"Arquivos?" ecoou Emma. "Como arquivos são importantes agora?"

Mas Diana parecia entender alguma linguagem secreta que Jia estava falando. "Eu vou ficar, certamente," disse ela. "Desde que fique claro que estou ajudando você e que meus interesses não estão de forma alguma alinhados com o Inquisidor."

"Eu entendo," disse Jia. Nem são os meus ficou não dito no ar.

"Mas as crianças," disse Emma. "Eles não podem voltar para Los Angeles sem nós." Ela se virou para olhar para Julian, esperando que ele dissesse que não seria separado de seus irmãos mais novos. Que precisavam dele, que deviam ficar em Idris.

"Helen pode cuidar deles," disse ele sem olhar para ela. "Ela quer. Vai ficar tudo bem. Ela é irmã deles."

"Então, está decidido," disse Jia, levantando-se de trás de sua mesa. "Você pode também prepará-los – vamos abrir o Portal para eles hoje à noite."

Julian se levantou também, empurrando para trás o cabelo que havia caído em seus olhos com uma de suas mãos enfaixadas. Que diabos há de errado com você? Emma pensou. Havia algo acontecendo com Julian além do que poderia ser explicado pela tristeza. Ela não sabia, sentia, no lugar profundo onde o laço parabatai puxava seu coração.

E mais tarde hoje à noite, quando os outros fossem embora, ela descobriria o que era.

Teaser #25

Gwyn se sentou no lado oposto ao dela, as mãos largas dos lados do corpo, sua testa franzida com preocupação. Seu tamanho e volume de algum modo o fizeram parecer mais desamparado do que teria de outra forma. “Eu sei o que aconteceu”, ele disse. “Quando a morte vem em grandes e inesperadas formas, a Caçada Selvagem sabe. Nós ouvimos as histórias contadas pelo sangue esparramado.”

Diana não sabia o que falar – que a morte não era justa? Que Livvy não merecia morrer daquele jeito ou de nenhum jeito? Que os corações quebrados dos Blackthorn nunca mais seriam os mesmos? Tudo parecia banal, como se tivessem dito cem vezes e já entendido.

Ao invés disso, ela falou, “Eu acho que gostaria que você me beijasse.”

Gwyn não hesitou. Ele ficou do lado dela no próximo segundo, gracioso apesar de seu tamanho; ele colocou os braços ao redor dela e ela ficou cercada pelo calor e pelo cheiro de floresta e cavalos. Ela franziu o nariz levemente, e sorriu, e ele beijou os lábios sorridentes dela.

Foi um beijo gentil, em todo seu tamanho. A leveza de sua boca em contraste com a aspereza de sua barba por fazer, e a musculatura forte embaixo das mãos dela quando ela as colocou timidamente em seus ombros e apertou.

Fazia muito tempo, e ela nunca imaginou algo assim: luz do luar e flores e beijos em clareiras eram para outras pessoas.

Mas aparentemente não era.

Teaser #26

"O que é isso?" Tavvy perguntou, seus olhos grandes.

"Isso," disse Aline, "é uma frittata. E todos vocês vão comer isso." Ela bateu em um tripé de metal no centro da mesa.

"Não gosta de frittata", disse Tavvy.

"Que pena," disse Aline, cruzando os braços e olhando para cada um deles. "Vocês fizeram Helen chorar ontem, então vocês vão comer esta fritada – que, a propósito, é deliciosa – e vocês vão gostar. É o que é para o café da manhã e já que eu não sou Helen, eu não me importo se vocês morrerem de fome ou comerem Cheetos para cada refeição. Helen e eu temos muito trabalho a fazer, a Clave não está nos dando um centímetro, tudo o que ela quer é estar com vocês, e vocês não vão fazer minha esposa chorar de novo. Entendido?"

Os Blackthorn mais jovens assentiram com os olhos arregalados.

Teaser #27

Fazia apenas alguns dias desde a morte de Robert Lightwood, mas Horace Dearborn já redecorara completamente seu escritório.

A primeira coisa que Emma notou que estava faltando foi a tapeçaria da Batalha do Burren. Agora a lareira estava acesa e, por cima, a imagem de Alec Lightwood havia sido substituída pela de Zara Dearborn. Era um retrato dela em ação, seu longo cabelo castanho loiro caindo até a cintura em duas tranças como as de um viking. ZARA DEARBORN, HEROÍNA DA CLAVE, dizia uma placa de ouro no quadro.

"Sutil," murmurou Julian. Ele e Emma tinham acabado de entrar no escritório de Horace; o Inquisidor estava cutucando sua mesa, aparentemente ignorando-os. A escrivaninha, pelo menos, era a mesma, embora houvesse uma grande placa anunciando: PUREZA É FORÇA. FORÇA É VITÓRIA. PORTANTO PUREZA É VITÓRIA.

Dearborn se endireitou. "'Heroína da Clave' pode ser um pouco simples," disse ele pensativo, deixando bem claro que ouvira o comentário de Julian. "Eu estava pensando em 'Boadicea Moderna'. Caso você não saiba quem era ela..."

"Eu sei quem foi Boadicea," disse Julian, sentando-se; Emma seguiu. As cadeiras também eram novas, com estofamento rígido. "Uma rainha guerreira da Grã-Bretanha."

"O tio de Julian era um erudito clássico," disse Emma.

"Ah, sim, Zara me disse." Horace caiu pesadamente em seu próprio lugar, atrás da mesa de mogno. Ele era um homem grande, magro, com um rosto indefinido. Apenas seu tamanho era incomum – suas mãos eram enormes e seus grandes ombros puxavam o material de seu uniforme. Eles não devem ter tido tempo para fazer um para ele ainda. "Agora, crianças. Eu devo dizer que estou surpreso com vocês dois. Sempre houve uma parceria tão... vibrante entre as famílias Blackthorn e Carstairs e a Clave."

"A Clave mudou," disse Emma.

"Nem toda mudança é para pior," disse Horace. "Essa está por vir há um bom tempo."

Julian levantou os pés, colocando as botas na mesa de Horace. Emma piscou. Julian sempre foi rebelde no coração, mas raramente abertamente. Ele sorriu como um anjo e disse: "Por que você não nos diz o que quer?"

Os olhos de Horace brilharam. Havia raiva neles, mas sua voz era suave quando ele falou. "Vocês dois realmente se ferraram," ele disse. "Mais do que vocês sabem."

Emma foi sacudida. Os adultos Caçadores de Sombras, especialmente aqueles em posições de autoridade, raramente faziam xingamentos na frente de qualquer um que considerassem crianças.

"O que você quer dizer?" Ela disse.

Ele abriu uma gaveta e tirou um caderno de couro preto. "Notas de Robert Lightwood," disse ele.

"Ele as fazia depois de cada reunião que tinha. Ele as fez depois da reunião que teve com você."

Teaser #28

Eles pegaram suas armas do leito do caminhão, pegando protetores de pulso e afivelando os cintos de armas. Cristina prendeu o canivete borboleta de confiança ao cinto, enquanto Mark encontrou um chicote preto e o estalou algumas vezes: ele tinha uma expressão de prazer no rosto enquanto serpenteava pelo céu escuro.

Teaser #29

"Temos muitos aliados", disse Julian, parecendo surpreso.

Emma mostrou a língua para ele. "Temos muitos amigos, Julian," disse ela. "Nós temos muitos amigos."

Teaser 30

Ty tocou a mão distraidamente no medalhão em sua garganta. "Isso foi bom. Você fez um ótimo trabalho, Dru."

"Sim. Você manteve a calma," disse Kit. Ele olhou para cima e para baixo na rua. "Eu sugiro que a gente tome milkshakes ou algo para comemorar, mas esta é uma situação de beco escuro."

"Caçadores de Sombras não se preocupem com becos escuros," disse Dru.

"Você não aprendeu nada com a morte dos pais do Batman?" disse Kit, fingindo estar chocado.

Ty sorriu. E pela primeira vez desde que Livvy morreu, Dru riu.

Teaser #31

"Eu estou morta, não estou?" A voz de Livvy era firme.

Teaser #32

"Podemos também conversar, Mark," disse Kieran. Uma lua brilhante havia surgido; iluminou o oceano escuro, transformou-o em uma folha de vidro preto e prateado, as cores dos olhos de Kieran. O deserto da noite estava vivo com o som das cigarras. Kieran estava andando ao lado de Mark com as mãos enlaçadas atrás dele, enganosamente parecendo humano em jeans e camiseta. Ele tinha desenhado a linha em vestir qualquer equipamento. "Não nos faz bem ignorar um ao outro."

"Eu senti sua falta," disse Mark. Não parecia haver sentido em não ser honesto. "E não pretendia te ignorar, ou te machucar. Peço desculpas."

Kieran olhou para cima, um flash surpreso sob cílios escuros. "Não há necessidade de se desculpar." Ele hesitou. "Eu tinha, como você diz aqui no mundo mortal, muito em minha mente."

Mark escondeu um sorriso no crepúsculo. Era irritantemente fofo quando Kieran usava frases modernas.

Galeria

Arte

Conteúdo Especial

  • Primeira edição limitada: A primeira edição impressa do livro será a única edição especial impressa exclusiva. Irá conter dez ilustrações em preto e branco por Alice Duke e um cartaz colorido impresso na parte de trás da jaqueta do livro. A primeira impressão também incluirá uma breve história que funciona como uma sequela de Uma Longa Conversa.[49][50]

Curiosidades

  • O título é uma referência ao poema Her Strong Enchantments Failing by A.E. Housman.[51] Pode igualmente se referir a Mab, Rainha das Fadas em Romeu e Julieta, entre outros folclores.[52]
  • Assim como Dama da Meia-Noite e Senhor das Sombras e seus personagens homônimos, também haverá uma personagem chamada "Rainha do Ar e Escuridão", que já foi apresentada.[53][54] A Rainha do Ar e da Escuridão é uma vilã.[55]
  • A capa apresenta Annabel Blackthorn. Annabel, uma vilã, foi escolhida para estar na capa para se adequar ao conteúdo e ao título do livro.[55][56]
    • Como nos volumes anteriores de Os Artifícios das Trevas,[57] a personagem está debaixo d'água. Annabel está vestindo um vestido vermelho, que na tradição dos Caçadores de Sombras é "para invocar um feitiço". Annabel não tendo runas na capa foi intencional e será importante no livro.[58][59][60][61] O pano de fundo apresenta uma imagem distorcida de arranha-céus arruinados e uma rodovia arruinada.
    • Mark Blackthorn está configurado para estar na lombada do livro, marcando a primeira instância em que a capa e os personagens da lombada serão diferentes.[62]
  • O livro foi inicialmente programado para ser lançado em 2019, depois de Corrente de Ouro,[63] mas em setembro de 2017, foi anunciado que a ordem de lançamento dos dois romances foi trocada.[64]

Referências

  1. 1,0 1,1 http://idris.com.br/livros/shadowhunters-chronicles/the-dark-artifices/queen-of-air-and-darkness/2017/11/13/liberada-sinopse-de-queen-air-darkness/
  2. https://www.facebook.com/TMIsource/videos/vb.175497145833007/1116058381776874/
  3. http://cassandraclare.tumblr.com/post/158078301334/hi-cassie-i-have-two-questions-was-it-ever Eua-icone
  4. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343179374/will-kit-and-jace-get-to-interact-in-queen-lots Eua-icone
  5. http://cassandraclare.tumblr.com/post/163557896789/hey-cassandra-and-happy-birthday-to-you-i-wanted Eua-icone
  6. 6,0 6,1 6,2 6,3 6,4 http://cassandraclare.tumblr.com/post/172524560259/qa-tda-tec
  7. https://www.pinterest.com/pin/16888567337690756/ Eua-icone
  8. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342392994/hi-cassie-will-we-see-more-of-cameron-in-qoaad Eua-icone
  9. 9,0 9,1 http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343153919/hey-cassie-i-was-wondering-if-were-going-to-see Eua-icone
  10. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175344076019/will-jaime-appear-in-qoaad-will-the-family Eua-icone
  11. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175344295844/hey-cassie-i-was-wondering-if-we-would-see-more Eua-icone
  12. http://cassandraclare.tumblr.com/post/172311792894/if-you-are-allowed-to-say-how-big-will-the-time Eua-icone
  13. http://cassandraclare.tumblr.com/post/161062817589/hi-cassie-do-you-know-how-long-of-a-time-jump Eua-icone
  14. http://cassandraclare.tumblr.com/post/161066100114/hiya-so-i-just-finished-lord-of-shadows-and-my Eua-icone
  15. http://cassandraclare.tumblr.com/post/162288619584/our-waking-souls-claryjace Eua-icone
  16. https://www.youtube.com/watch?v=yzfipAo3iKc
  17. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342697599/hey-cassie-thank-you-so-much-for-all-your-books
  18. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175344119169/hi-cassie-can-you-tell-us-something-about-clary Eua-icone
  19. http://cassandraclare.tumblr.com/post/163825648664/qa-the-rosales-family Eua-icone
  20. https://tmisource.com/2017/10/22/recap-of-cassandra-clare-in-germany/ Eua-icone
  21. http://cassandraclare.tumblr.com/post/163753598174/qa-stuff-pub-schedule Eua-icone
  22. http://cassandraclare.tumblr.com/post/171431090709/hi-cassie-my-expectations-for-qoaad-are-super Eua-icone
  23. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342526414/i-have-a-few-questions-about-the-curse-but-im Eua-icone
  24. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175341808254/will-the-parabatai-curse-in-regards-to-emma-and
  25. http://cassandraclare.tumblr.com/post/171460793024/qa-various Eua-icone
  26. http://cassandraclare.tumblr.com/post/171570267284/gotsm-qs Eua-icone
  27. https://twitter.com/cassieclare/status/930125503742259200 Eua-icone
  28. 28,0 28,1 http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342333129/i-was-wondering-if-we-meet-any-other-of-kierans Eua-icone
  29. Dama da Meia-Noite
  30. https://tmisource.com/2016/04/24/exclusive-cassandra-clare-talks-about-the-dark-artifices-writing-and-more/ Eua-icone
  31. http://rwtia64wikia.tumblr.com/post/145788643765/the-question-had-to-do-with-the-dateyeartiming Eua-icone
  32. http://cassandraclare.tumblr.com/post/141791745329/in-lady-midnight-when-julian-and-emma-were-at Eua-icone
  33. 33,0 33,1 33,2 Cassandra Clare na BookCon 2018Eua-icone
  34. http://cassandraclare.tumblr.com/post/171843192204/qa-tda Eua-icone
  35. http://cassandraclare.tumblr.com/post/174901592994/will-whatever-mystery-jem-and-tessa-are-solving Eua-icone
  36. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342645304/hey-cassie-will-we-finally-know-the-identity-of Eua-icone
  37. http://cassandraclare.tumblr.com/post/171203946959/unidentified-snippet Eua-icone
  38. https://twitter.com/cassieclare/status/1006975844705882112 Eua-icone
  39. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342180539/hey-cassie-will-we-find-out-what-is-happening Eua-icone
  40. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343155699/will-we-find-out-who-shade-is-in-qoaad Eua-icone
  41. https://tmisource.com/2018/05/04/ty-tells-kit-something-shocking-in-new-queen-of-air-and-darkness-snippet/ Eua-icone
  42. http://cassandraclare.tumblr.com/post/174573034439/queen-of-air-and-darkness-snippet-kit-and-ty Eua-icone
  43. http://shadowhunters.com/excerpt-queen-of-air-and-darkness/ Eua-icone
  44. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343210654/hi-cassie-everyone-always-addresses-the-fact-that Eua-icone
  45. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343176604/the-second-part-of-a-long-conversation-wil-take Eua-icone
  46. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343163564/about-the-last-drus-question-i-loved-her-and-i Eua-icone
  47. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175343096624/hiya-cassie-is-there-anything-to-be-added-that-ty Eua-icone
  48. http://cassandraclare.tumblr.com/post/175342944834/hi-cassie-im-nervous-but-excited-to-see-how-ty Eua-icone
  49. Boletim de Notícias da Cassie para Janeiro de 2018, traduzido pelo Idris Brasil
  50. q&a various, TDA — Cassandra Clare no Tumblr Eua-icone
  51. The Queen of Air and Darkness, Cassandra Clare no Tumblr Eua-icone
  52. "E sim, a Rainha do Ar e da Escuridão pode se referir a Mab," Cassandra Clare no Tumblr Eua-icone
  53. https://www.pinterest.com/pin/16888567330928724/
  54. http://cassandraclare.tumblr.com/post/161205738889/have-we-already-met-the-queen-of-air-and-darkness Eua-icone
  55. 55,0 55,1 https://twitter.com/cassieclare/status/930129846809841664
  56. https://twitter.com/cassieclare/status/930125432237772800
  57. "Eles estão todos debaixo d'água, como cidades submersas." Cassandra Clare no Twitter Eua-icone
  58. https://twitter.com/cassieclare/status/930125503742259200
  59. https://twitter.com/cassieclare/status/930135835156074496
  60. https://twitter.com/cassieclare/status/932799218120609792
  61. https://www.instagram.com/p/Bbvam-Sns23/
  62. http://cassandraclare.tumblr.com/post/161133326274/hi-cassie-have-you-already-decided-whos-gonna-be Eua-icone
  63. http://cassandraclare.tumblr.com/post/158366178629/books-books-books Eua-icone
  64. Newsletter de Cassandra Clare de Setembro de 2017
Crônicas dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais
Cidade dos Ossos Cidade das Cinzas Cidade de Vidro
Cidade dos Anjos Caídos Cidade das Almas Perdidas Cidade do Fogo Celestial
As Peças Infernais Os Artifícios das Trevas
Anjo Mecânico Dama da Meia-Noite
Príncipe Mecânico Senhor das Sombras
Princesa Mecânica Rainha do Ar e da Escuridão
As Últimas Horas As Primeiras Maldições
Corrente de Ouro Os Pergaminhos Vermelhos da Magia
Corrente de Ferro O Livro Branco Perdido
Corrente de Espinhos O Volume Negro dos Mortos
As Crônicas de Bane
O Que Realmente Aconteceu No Peru Salvando Raphael Santiago
A Rainha Fugitiva A Queda do Hotel Dumort
Vampiros, Bolinhos e Edmund Herondale O Que Comprar Para o Caçador de Sombras...
O Herdeiro da Meia-Noite A Última Batalha do Instituto de Nova York
Ascensão do Hotel Dumort Os Rumos do Amor Verdadeiro
Contos da Academia dos Caçadores de Sombras
Bem-Vindo à Academia dos Caçadores de Sombras Reis e Príncipes Pálidos
O Herondale Perdido Língua Afiada
O Demônio de Whitechapel O Teste de Fogo
Nada Além de Sombras Nascido Para a Noite Sem Fim
O Mal Que Amamos Anjos Que Caem Duas Vezes
Fantasmas do Mercado das Sombras: Uma Antologia de Contos
Filho do Amanhecer Aqueles Que São Perversos
Longas Sombras A Terra Que Perdi
Toda Coisa Requintada Através do Sangue, Através do Fogo
Aprender Sobre Perda Fantasmas de Velhos Amores
Um Amor Mais Profundo Para Sempre Caído
Próximos
Os Poderes Perversos
Livros Complementares
O Códex dos Caçadores de Sombras
Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo
The Official Mortal Instruments Coloring Book
Graphic novel de Os Instrumentos Mortais
Adaptações
City of Bones: The Graphic Novel
As Peças Infernais (Mangá)
Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos
Shadowhunters: The Mortal Instruments


Esta página utiliza conteúdo de uma página da The Shadowhunters Wiki.
A lista de autores pode ser vista no histórico da página.