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Charlotte Branwell-Fairchild é a antiga diretora do Instituto de Londres e a esposa de Henry Branwell. Em 1878, Charlotte se tornou a primeira mulher Consulesa.

Biografia

Vida Pregressa

Charlotte Fairchild nasceu de Granville Fairchild e sua esposa na década de 1850. Ela era a filha única deles e Granville estava sempre desapontado por não ter um filho que pudesse administrar o Instituto depois dele. No entanto, Granville fez todos os seus esforços para treinar sua filha para ser o melhor que ela pudesse ser. Parte desse treinamento foi ensinar Charlotte a se tornar uma líder, preparando-a para assumir o Instituto. Assim, Charlotte foi criada para ser zelosa e responsável.[2] Apesar do fato de nem sempre concordarem, eles se uniam quando jogavam xadrez, que Granville a ensinou a jogar aos sete anos de idade.[3]

Desde muito jovem, Charlotte já sabia o papel que ela assumiria no futuro.[4] Devido a essa educação, Charlotte se tornou uma mulher independente e ferozmente responsável; amável e gentil às vezes, mas também firme e resoluta quando necessário.

Em determinado momento, Charlotte conheceu Henry Branwell, filho do bom amigo de seu pai, Buford. Ela admirava Henry e acabou se apaixonando por ele; no entanto, ela não acreditava que ele compartilhasse seus sentimentos. Quando ela tinha aproximadamente dezesseis anos, seu pai lhe disse que Henry pedira a mão dela em casamento, o que implicava que ele fez isso para resolver uma dívida entre seus pais. Charlotte concordou simplesmente porque pensou que ele poderia começar a amá-la com o tempo.[2]

Em 1873, Will Herondale, de 12 anos, veio morar no Instituto depois de fugir de sua família no País de Gales. Embora ele recusasse cada tentativa de gentileza com comentários sarcásticos e muitas vezes cruéis, Charlotte e Henry trabalhavam para ajudá-lo. Quando Jem Carstairs chegou ao Instituto, Charlotte ficou encantada ao ver que ele ajudou a suavizar o exterior frio de Will.[5]

Algum tempo depois, o pai dela morreu. Após seu último pedido, o cônsul Josiah Wayland nomeou Charlotte e seu marido Henry como diretores do Enclave e do Instituto de Londres.[2]

Mistério do Magistrado

Em 1878, Will e Jem começaram a investigar o Clube Pandemônio devido a uma série de assassinatos que estavam acontecendo. A investigação os levou para a Casa Sombria onde a feiticeira (que não sabia de sua identidade) Tessa Gray foi mantida prisioneira pelas Irmãs Sombrias. Depois do resgate dela, o qual foi orquestrado por Will, Henry e Thomas, Charlotte confortou Tessa e a convidou para ficar com eles no Instituto, não apenas para ela se recuperar por ora, mas também para ajudá-los na investigação sobre o Clube Pandemônio; em troca, ela prometeu que ajudaria Tessa a encontrar o seu irmão, Nate, e descobrir a sua identidade.

Quando os estudos de Henry sobre os corpos encontrados na Casa Sombria mostraram que as Irmãs Sombrias usaram mecanismos feitos pela Corporação Mortmain, Charlotte e Henry foram atrás de seu proprietário, o mundano Axel Mortmain, para perguntar a ele sobre seus envolvimentos com o Submundo, o Clube e sobre ele ter empregado Nate, o irmão de Tessa. Primeiramente Mortmain se recusou a cooperar totalmente, aparentemente por medo de represálias do Magistrado. Para fazê-lo falar, Charlotte o enganou com o protótipo do Sensor de Henry, falando para ele que aquilo era um Convocador que iria chamar todo o Enclave de Londres para o local, e que iriam torturá-lo. Assustado com isso, Mortmain informou a eles que o dono do Clube Pandemônio era Alexei de Quincey, também conhecido como o Magistrado. Charlotte imediatamente ficou preocupada, já que De Quincey era uma figura muito importante entre os membros do Submundo, líder do poderoso Clã de Vampiros de Londres e um suposto aliado do Enclave.

Para aprofundar as investigações, o Enclave decidiu se infiltrar em uma das "festas" de De Quincey (as quais envolviam raptar mundanos e se alimentar deles por entretenimento), essa foi informação dada a eles por Camille Belcourt, uma aliada dos Caçadores de Sombras e outra membra do clã de vampiros de Londres. Foi acordado então que Tessa iria à festa disfarçada de Camille, e com a promessa de que Nate seria resgatado caso estivesse lá. Charlotte estava entre os Caçadores de Sombras que esperavam o sinal de Will, e que depois invadiram a festa após o sinal, o qual foi criado usando o defeituoso Fósforo de Henry (o Fósforo não funcionou como o esperado e acabou colocando fogo no interior da mansão). Charlotte e os outros lutaram e mataram tantos vampirossq quanto puderam, porque provaram que eles estavam quebrando e desafiando abertamente os Acordos.

Mais tarde Mortmain disse a eles que De Quincey estava se escondendo em um de seus condomínios em Londres com centenas de vampiros, e se preparando para liberar seu exército de autômatos demoníacos aquela noite. Charlotte e todo o resto dos membros adultos do Enclave correram para verificar o alerta de Mortmain e lidar com De Quincey, deixando os Caçadores de Sombras menores de idade, Tessa e os outros empregados no Instituto.

Eles emboscaram De Quincey em seu condomínio, mas ficaram supresos em encontrá-lo escondido com apenas alguns vampiros. De Quincey riu deles quando o questionaram sobre ele ser o Magistrado e eles o mataram na mesma hora, entretanto Charlotte percebeu que eles caíram na armadilha de Mortmain. Horrorizados por terem deixado o Instituto, eles correram para lá de volta.[6]

Procurando por Mortmain

Charlotte compareceu à sua audiência perante a Clave, onde foi interrogada sob a Espada Mortal, sobre sua falha no caso do Magistrado. O Cônsul Wayland decretou que todos que estivessem vivendo no Instituto de Londres deveriam passar por treinamento para poderem se proteger contra inimigos. Ele também deu a Charlotte duas semanas para capturar ou pelo menos encontrar provas suficientes sobre o paradeiro de Mortmain. Se ela não cumprisse com essas exigências, ela perderia o cargo de líder do Instituto de Londres para Benedict Lightwood.

Wayland e Charlotte conversaram após a audiência acabar, ele disse para ela que encontrar Mortmain era o trabalho dela de qualquer forma e que agora ela simplesmente seria testada dentro de duas semanas. Charlotte chutou uma parede em um acesso de fúria quando ouviu isso, porque ela não acreditava que conseguiria encontrá-lo em tão pouco tempo, mesmo assim ela e Henry resolveram tentar.

Os membros do Instituto de Londres, liderados por Charlotte, pesquisaram dezenas de arquivos e jornais para ver o que poderiam encontrar sobre Mortmain. As pesquisas não deram resultado, então Charlotte falou com os Irmãos do Silêncio para ver se eles não algo em seus arquivos. E por sorte eles tinham, eles encontraram registros nas seções de Reparações arquivados em nome de Mortmain, mas com o arquivo completo estando guardado no Instituto de York. Charlotte escreveu para o líder do Instituto, Aloysius Starkweather, para perguntar sobre o arquivo. Mas por odiar todos os Fairchilds, a família de Charlotte, ele se recusou em enviar os papéis. Portanto Charlotte concordou em enviar Will Herondale, Jem Carstairs e Tessa Gray para Yorkshire para recuperar os arquivos.

Em Yorkshire, Will, Jem e Tessa, enquanto visitavam o Solar Ravenscar, o qual era aparentemente um endereço de Mortmain (de acordo com Aloysius Starkweather), viram Cecily Herondale, irmã de Will, entrando na casa e também encontraram um autômato trazendo um alerta para Will. Isso levou todos do Instituto de Londres a acreditar que Mortmain enganou a família Herondale colocando-os para viver naquela casa.

Preocupada com esses acontecimentos e com Will, Charlotte contratou Ragnor Fell para observar a família Herondale, um trabalho que ela já havia pedido que ele fizesse anteriormente. Ragnor enviou uma carta para ela em uma semana dizendo que Mortmain estava usando os Herondales para evitar rastreamento e ter controle sobre Will se necessário fosse. Isso atormentou Charlotte pois ela sabia que Will amava profundamente a sua família, apesar de sua aspereza com eles, e que ele faria qualquer coisa para os proteger.

Posteriormente, quando Will disse a ela que lobisomens estavam comprando yin fen por ordem de Mortmain, Charlotte providenciou uma reunião com Woolsey Scott, o líder do bando de lobisomens de Londres. Charlotte ficou chateada com Henry por ele não ter feito companhia a ela na reunião, mas colocou os sentimentos de lado para fazer bem o seu trabalho. Scott concordou em ajudar Charlotte mas informou a ela que não sabia nada sobre os planos de Mortmain.

Quando provaram que Jessamine era uma espiã, Charlotte ficou chocada e horrorizada. Ela supervisionou o interrogatório de Jessamine sob a Espada Mortal e a questionou severamente para obter informações sobre os planos de Mortmain. Quando tudo acabou, ela caiu em lagrimas.

Os membros do Instituto de Londres precisavam desmascarar Nate Gray, então eles precisavam se encontrar com ele. Contudo, Jessamine nunca iria falar com Charlotte, por isso ela permitiu que Tessa e Jem falassem com ela. Assim, com a informação que Jessamine passou para eles, Charlotte criou um plano para capturar Nate.

Quando o plano se concretizou, Charlotte procurou pelo armazém com o resto dos Caçadores de Sombras. Ela vomitou ao ver um lobisomem morto e correu para fora do quarto. Ela foi deixada inconsciente por um velho autômato sob as ordens de Nathaniel Gray, e ficou impotente pelo resto da batalha. Ela não estava consciente para ver seu marido, Henry, atacar o monstro mecânico que a atacava para afastá-lo.

Quando tudo terminou, Charlotte sentiu que não havia nada que pudesse fazer para manter sua posição como chefe do Instituto, então decidiu manter seu orgulho e renunciar. Henry a interrompeu escrevendo sua carta de demissão para os dois e disse que ela não podia renunciar. Eles disseram que se amavam e pela primeira vez Charlotte sabia que o marido realmente a amava.

Nessa hora, Will chegou e falou que Charlotte não podia renunciar, dizendo que ele era muito grato por tudo que ela tinha feito por ele e como retribuição ele não deixaria ela cometer esse erro. Charlotte ficou boquiaberta pelo comportamento dele e ponderou se aquele era realmente Will.

Quando Sophie revelou a Charlotte e aos outros que Benedict Lightwood tinha varíola demoníaca, Will teve a ideia de chantageá-lo. Charlotte concordou com isso e imediatamente saiu para uma reunião com Benedict. Enquanto estava lá, houve uma discussão acalorada durante a qual Gideon Lightwood ficou do lado de Charlotte e saiu com eles, revelando que ela havia lhe dado uma nota explicando o que eles haviam aprendido sobre seu pai, e ele escolheu acreditar.

A reunião do Conselho chegou e Benedict deu total apoio a Charlotte, criando uma história envolvente deles descobrindo quem era Mortmain e falando em como isso era algo bom. O Conselho decidiu manter Charlotte no controle do Instituto e ela foi celebrar com os outros.

Durante a celebração, Charlotte anunciou que ela e Henry estavam esperando seu primeiro bebê, um menino. Henry ficou radiante com a novidade e valsou com ela pela sala, antes de se tornar superprotetor e ficar preocupado com o bebê. Ele e Charlotte discutiram sobre ele querer que o nome da criança fosse Buford, nome do pai de Henry, mas ela odiou. A celebração se encerrou com Cecily Herondale chegando ao Instituto para ser treinada como uma Caçadora de Sombras.[2]

Batalha Contra os Autômatos

Charlotte estava visivelmente grávida e empolgada com o noivado de Jem e Tessa. Ela ajudava Tessa a colocar o vestido de noivado, quando Gabriel Lightwood veio ao Instituto dizendo que seu pai, Benedict, tinha se transformado em um demônio por conta da varíola demoníaca. Charlotte imediatamente perguntou se ele estava machucado, porque viu muito sangue nele.

O Conselho estava considerando fazer de Charlotte a nova Consulesa porque o mandato de Josiah Wayland estava se encerrando. Entretanto, o Cônsul não aprovou a decisão deles, argumentando que Charlotte era uma mulher fraca e que poderia ser facilmente manipulada. Ele chantageou Gabriel e Gideon fazendo-os espionar as correspondências dela para tentar achar um meio de tirá-la do cargo.

Depois de Will Herondale viajar para Gales para resgatar Tessa, Chalotte percebeu que eles não iriam dar notícias, então ela e os outros tinham que procurar e encontrar uma cura para Jem. Ela mandou que todos eles fossem pesquisar na biblioteca possíveis curas e pediu para que Magnus Bane também os ajudasse, culpando-o por ter deixado Will ir atrás de Tessa. Charlotte foi até o quarto de Jem, que pediu-lhe para parar de buscar uma cura, e, ao invés disso, chamar os Irmãos do Silêncio. Ela fez o que ele queria e perguntou aos membros do Instituto se eles queriam se despedir de Jem, entretanto Gabriel e Cecily não conseguiram.

Charlotte enviou uma mensagem para todos os Caçadores de Sombras pedindo por ajuda para resgatar Tessa e Will, contrariando ordens do Cônsul Wayland. Contudo, nenhum outro Caçador de Sombras apareceu para ajudá-los além de três Irmãos do Silêncio, que revelaram que o Cônsul convocou uma reunião de Conselho que exigia comparecimento obrigatório. Os Caçadores de Sombras usaram um Portal que Henry inventou com ajuda da magia de Magnus e runas.

Henry mexeu em um autômato que fez com que ele ganhasse vida, agarrasse Henry e quebrasse sua espinha. Charlotte ficou histérica e defendeu o corpo de Henry dos autômatos atacantes. Sophie tentou fazer Charlotte se levantar e deixar Henry, mas ela viu que ele tinha um pulso fraco.

Depois da batalha, o Inquisidor Whitelaw informou a Charlotte que ela era a melhor escolha da Clave para servir como a próxima Consulesa, após a morte de Wayland. Embora inicialmente cética, ela finalmente aceitou a posição em três condições: que ela pudesse permanecer em Londres, pelo menos nos primeiros anos; que Will a substituísse como chefe do Instituto; e que Jem, como o Irmão Zachariah, tivesse uma hora de retorno ao Instituto para despedir-se de Will e Tessa.

Como Consulesa, Charlotte residiu a Ascensão de Sophie. Ela também secretamente permitiu que Will e Cecily, juntamente com outras pessoas importantes, visitassem seus pais exilados.[5]

Consulesa e Família

Eventualmente, Charlotte e sua família se mudaram para Idris para que Charlotte pudesse cumprir suas obrigações como Consulesa.[7] Lá, ela terminou a tradição dos cônsules falando com a população da sacada do Gard, considerando-a similar demais ao comportamento de um papa ou rei.[8]

Charlotte e Henry concordaram em deixar que Charlotte e seus filhos tomassem o nome Fairchild, para honrar sua posição como Consulesa. Eles nomearam seu primeiro filho, Charles Buford, e sete anos depois que ele nasceu, eles tiveram um segundo filho, Matthew.[5]

Na virada do século, Matthew decidiu se tornar parabatai com o filho de Will, James Herondale. Para acomodar seu vínculo, Charlotte e Henry decidiram se mudar e constantemente usar um Portal para viajar entre suas casas em Idris e Londres. Mais de uma década depois de Matthew, ela e Henry decidiram que estavam prontos para outra criança. Desta vez, eles esperavam ter uma filha. Charlotte engravidou de seu terceiro filho em 1901, apenas para perdê-lo depois que ela foi involuntariamente envenenada por uma mistura feérica que Matthew lhe deu, sem saber o seu verdadeiro efeito.[1]

Vida Futura

Em 1937, uma idosa Charlotte e seus filhos crescidos estavam presentes no dia da morte de Will.[5]

Personalidade

Charlotte é uma pessoa gentil e amorosa que geralmente é fácil de adorar, muitas vezes vista como maternal e confiante. É por causa dessas características que Charlotte, sem esforço, ganha e conquista fé e lealdade.

Por causa de seu pequeno físico, Charlotte é frequentemente subestimada e pensada como sendo fraca ou facilmente manipulada. No entanto, apesar de seu tamanho, Charlotte é na verdade uma poderosa figura de autoridade, muito capaz de liderar e impressionar seu poder sobre os outros. Ela é altamente responsável, capaz de administrar todo o Instituto com mão de ferro, embora estivesse apenas em sua adolescência.

Descrição Física

Charlotte é uma mulher muito baixa, quase com o tamanho de uma criança, com um cabelo castanho denso, um rosto bonito e olhos castanhos escuros. Ela não precisa usar espartilhos porque ela está sempre esbelta, praticamente magra.

Pertences

Aparições

Galeria

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Curiosidades

Referências

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